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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Risco de tempestades aumenta nesta quarta-feira no Paraná, prevê Simepar


O risco de tempestades no Paraná aumenta nesta quarta (04) e quinta-feira (05). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, há condições favoráveis para a formação de supercélulas (fenômeno severo e organizado de tempestades). As rajadas de vento podem ultrapassar os 80 km/h em algumas cidades, e há previsão de precipitação de granizo com mais de 2 cm de diâmetro.

Está prevista a intensificação de um sistema de baixa pressão entre os países vizinhos e o Sul do Brasil nesta quarta. Esse cenário favorece o transporte intenso de calor e umidade das regiões tropicais em direção à região Sul, o que mantém o tempo instável e favorece um forte aquecimento em todo o Paraná. As temperaturas podem se aproximar dos 35°C em municípios das faixas norte e oeste do Estado. Ao longo do dia, pode ocorrer chuva em todas as regiões, com maior concentração e risco de tempestades intensas na metade sul.

“Entre a noite de quarta e a madrugada de quinta ocorre a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil, e uma frente fria avança pelos estados da região. O aumento no contraste entre essas massas de ar, associado ao aumento da intensidade e à mudança da direção dos ventos com a altura, cria um ambiente bastante favorável à formação de tempestades severas, com potencial para o desenvolvimento de supercélulas”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar.

Com o deslocamento desse sistema, as áreas de tempestades tendem a avançar da metade sul em direção à metade norte do Paraná. Esses temporais podem provocar chuva intensa em curto espaço de tempo, elevada incidência de raios, rajadas de vento que podem superar os 80 km por hora e queda de granizo, inclusive com pedras acima de 2 cm de diâmetro.

“O risco de tempestades é abrangente e envolve todas as regiões do Paraná, mas a atenção deve ser redobrada nas regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste, onde os índices de instabilidade estão mais elevados e as condições são ainda mais favoráveis a ocorrências de fenômenos severos”, ressalta Julia.

ALERTAS - O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pela Defesa Civil Estadual e o Simepar, indica risco muito alto no Oeste, Sudoeste, Centro-Oeste e Centro-Sul, incluindo as regiões de Foz do Iguaçu, Cascavel, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Guarapuava e União da Vitória. Já o risco alto aparece em áreas do Norte, Norte Pioneiro, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral.

A Defesa Civil recomenda que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e os alertas oficiais, principalmente durante os períodos de maior instabilidade. Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil Estadual por SMS, basta enviar o CEP da residência para o número 40199. O cadastramento também pode ser feito pelo WhatsApp, enviando uma mensagem com a palavra “oi” para (61) 2034-4611.

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Classificação do Simepar confirma que Maringá foi atingida por um tornado


Meteorologistas do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, classificaram terça-feira (03) um fenômeno que atingiu Maringá na madrugada de segunda (2) como um tornado de categoria F2 na escala Fujita, que tem cinco categorias.

O trabalho começou antes do fenômeno, com os avisos meteorológicos emitidos desde a quinta-feira (30). Durante o monitoramento realizado 24 horas pelos meteorologistas do Simepar, os primeiros indícios de que um fenômeno severo atingiu Maringá já foram constatados no radar e em estações meteorológicas por volta das 3h de segunda-feira (2). Uma severa linha de instabilidade ganhou força ao alcançar a cidade, e uma supercélula (tipo de tempestade muito organizada e de grande intensidade, que pode gerar ventos destrutivos) passou sobre Maringá.

Ao longo do dia, os meteorologistas analisaram as variáveis do radar e as imagens dos danos registrados em várias partes da cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros de Maringá forneceram imagens aéreas que auxiliaram na análise dos meteorologistas, e comparação com dados de satélite.

Ainda na segunda-feira, o meteorologista Reinaldo Kneib e o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, foram até Maringá para fazer uma análise de campo. Ao longo da terça-feira (03) eles percorreram pontos diferentes da cidade, sobrevoando áreas atingidas com drones ou de helicóptero, com apoio da prefeitura.

Através das análises foi possível encontrar telhas arremessadas por mais de 1.300 metros, bem como folhas de zinco lançadas a mais de 300 metros de distância. Itens retorcidos de estruturas de alvenaria e também na vegetação, além de copas de árvores arrancadas, indicaram que, em um trajeto de aproximadamente 15 km que iniciou na região sudoeste da cidade, Maringá foi atingida por um tornado classificado pelo Simepar como categoria F2 na escala Fujita, com velocidade do vento entre 180 km/h e 250 km/h.
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