segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Semana típica de verão: tempo abafado e chuva de fim de tarde no Paraná


A semana começa com a passagem de uma frente fria perto do Paraná, que deve trazer muita chuva entre segunda (16) e terça-feira (17). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os outros dias serão bem característicos de verão, com temperaturas elevadas e chuvas localizadas entre a tarde e a noite. A única trégua de chuva no estado está prevista para quinta-feira (19).

A frente fria já se desloca pelo Sul do Brasil. “Esse sistema frontal deixa o tempo mais instável na área litorânea, mas também induz a formação de áreas de instabilidade sobre o continente. Isso porque um fluxo de ar quente e úmido segue constante da região do Paraguai e Centro-Oeste do Brasil em direção aos três estados”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

No Paraná, a segunda-feira (16) será marcada pela rápida elevação das temperaturas e, a partir da tarde, há previsão de chuvas localizadas em muitos setores do estado - incluindo a região Norte, que teve menores acumulados de chuva neste fim de semana, e nesta segunda poderá registrar algumas pancadas de chuva entre a tarde e noite, de forma isolada.

A terça-feira de carnaval (17) será de tempo ainda mais instável e possibilidade de temporais no Paraná, devido a aproximação da frente fria pelo oceano. “Há um ciclone extratropical que atua muito longe da costa litorânea, quase sem impactos sobre as regiões paranaenses. No Paraná a influência maior será do sistema frontal e desse ar quente e úmido vindo de regiões vizinhas”, detalha Lizandro.

Na quarta-feira de cinzas (18) a chuva fica mais concentrada entre o Sul e o Leste do Paraná, de forma localizada, entre a tarde e a noite. Na quinta-feira (19), a chuva dá uma trégua e o predomínio será de sol e calor. “É o único dia da semana em que teremos temperaturas bem mais elevadas e ausência de chuva em praticamente todas as regiões do estado”, ressalta Lizandro.

A chuva volta na sexta-feira (20), bem característica de verão: pequenos núcleos de chuva com trovoadas são esperados após período de maior aquecimento, entre a tarde e a noite, em todas as regiões paranaenses.

CHUVA LOCALIZADA - No último fim de semana, após a passagem de outra frente fria, o volume de chuvas foi tão alto que algumas estações meteorológicas já ultrapassaram em 15 dias o volume de chuvas que era esperado para o mês. Em outras, entretanto, o volume de chuvas não chegou sequer a 25 mm no mesmo período, o que evidencia a característica de chuvas localizadas no verão: pode chover em uma cidade e não em outra, ou até mesmo chover muito em um bairro de uma cidade, e não em outro.

Foi o que aconteceu no domingo (15) em Curitiba pouco depois das 17h. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, registrou 10,4 mm no dia, com o maior volume concentrado em uma hora. Entre as estações da Prefeitura de Curitiba, a meteorológica do Cajuru registrou um acumulado de 9,4 mm em 40 minutos; a do Alto da XV registrou 8,6 mm em 40 minutos; a do Centro registrou 6 mm em 40 minutos; a do Tatuquara registrou 4 mm em 20 minutos; a de Santa Felicidade registrou 11,4 mm em meia hora; a do Boa Vista registrou 17,8 mm em 20 minutos; a hidrológica do Bigorrilho registrou 3,8 mm em meia hora, seguida de 2 mm em meia hora, uma hora depois; e a hidrológica do Bairro Alto registrou 55,7 mm em 40 minutos; enquanto as estações meteorológicas no Bairro Novo, Boqueirão, CIC, Caximba, Pinheirinho e Portão, e a estação hidrológica do Barigui, não registraram nada no mesmo período.

Grandes volumes em curto espaço de tempo, como o que ocorreu na estação do Bairro Alto, também foram registrados em outras cidades paranaenses no sábado (14): Antonina registrou um acumulado de 59,6 mm no dia, sendo 30,6 mm em apenas meia hora, por volta das 17h; e Fazenda Rio Grande acumulou no dia um volume de 48,8 mm, sendo 38,6 mm em apenas meia hora, por volta das 14h.

Volumes ainda maiores foram registrados na sexta-feira (13), quando a outra frente fria atravessou o Paraná. Os acumulados mais altos foram em São Miguel do Iguaçu (192,2 mm), Pato Branco (99,2 mm), Palmas (93,6 mm), Antonina (93,6 mm), Palotina (90,4 mm), Guaraqueçaba (89,8 mm), General Carneiro (86,4 mm), Francisco Beltrão (86,2 mm), e Morretes (INMET) (80,6 mm).

Tanta chuva no fim de semana levou sete estações meteorológicas do Simepar a atingir em apenas 15 dias o volume de chuvas esperado para todo o mês de fevereiro. Em Antonina a média de chuvas para fevereiro historicamente é de 325,9 mm e já choveu 328,2 mm; em Fazenda Rio Grande a média é de 107,4 mm e já choveu 113 mm; em Palmas a média é de 137,8 mm e já choveu 155,4 mm; no Distrito de Horizonte, em Palmas, a média é de 130,8 mm e já choveu 141,2 mm; em Pinhão a média é de 127,7 mm e já choveu 139,4 mm; em São Miguel do Iguaçu a média é de 135,9 mm e já choveu 216,8 mm; e em União da Vitória a média é de 121,9 mm e já choveu 123,4 mm.

Em outras estações, entretanto, a chuva não chegou nem a 25 mm durante os mesmos 15 dias. É o caso de Cascavel, Capanema, Loanda, Santa Maria do Oeste, Santa Helena e Santo Antônio da Platina.

As temperaturas seguem atingindo recordes. No domingo (15) as estações meteorológicas de Loanda (37°C), Santa Maria do Oeste (31,3°C), Santo Antônio da Platina (33,6°C) e Nova Tebas (INMET) (34°C) atingiram a temperatura mais alta do ano até o momento.

Consórcio agro cresce como alternativa para produtores rurais

Sicredi registra R$ 16,1 bilhões em carteira de consórcios para o público agro em 2025

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 9,5 milhões de associados, alcançou em dezembro a marca de R$ 16,1 bilhões em créditos ativos em consórcios para o agronegócio, um crescimento de 24,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente, o agro representa 26% da carteira de consórcios do Sicredi, que já ultrapassa R$ 61,8 bilhões. Somente em vendas para o agro, foram R$ 4 bilhões, crescimento de 23% no ano.

Em 2025, os associados ao Sicredi ligados ao agro adquiriram consórcios principalmente para a compra de automóveis (51,6%), seguido por veículos pesados — como máquinas agrícolas, implementos e drones — (16,3%) e para a aquisição de imóveis (15,2%). O ticket médio de vendas no segmento é superior ao dos consórcios em geral, com valor de R$ 154,4 mil.

A solução se consolidou em 2025 como uma ferramenta fundamental para o agronegócio. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou um crescimento expressivo: de janeiro a outubro, o volume de créditos comercializados para a aquisição de máquinas agrícolas avançou 16,9%, totalizando R$ 21,9 bilhões.

“O consórcio agro do Sicredi se destaca por oferecer taxas competitivas, altos índices de contemplação mensal e planos flexíveis, alinhados ao ciclo produtivo do campo. Nosso portfólio atende diferentes perfis de produtores, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor”, afirma o diretor executivo de Produtos e Serviços do Sicredi, Thiago Rossoni.

O principal atrativo do consórcio agro oferecido pelo Sicredi é a ausência de cobrança de taxa de juros, contando apenas com taxa de administração e fundo de reserva. Outro diferencial é a abrangência: o portfólio contempla todos os perfis e subsegmentos do agro, viabilizando a aquisição de diversos bens, como maquinários agrícolas, drones e placas solares. “A instituição possui forte atuação no setor rural e reconhece o consórcio como uma solução estratégica para o produtor, permitindo planejamento e investimento de forma sustentável”, completa Rossoni.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 9,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui

Colisão entre carro e caminhão deixa dois mortos na BR-373, em Imbituva


Vítimas foram identificadas como Lurdes Chem, de 39 anos, e Pedro Mariano Chem, de 41 anos, moradores de Ipiranga.

Na noite deste domingo (15), por volta das 20h10, foi registrada uma colisão transversal no km 222,2 da BR-373, envolvendo um caminhão com placas de Guarapuava e um automóvel VW Gol com placas de Ipiranga.

De acordo com as informações apuradas no local, o caminhão trafegava pela via preferencial no sentido Guarapuava – Ponta Grossa. O acidente ocorreu no momento em que o condutor do Gol tentava cruzar a pista para acessar o sentido oposto. O motorista do caminhão não conseguiu frear a tempo, vindo a colidir a parte frontal do veículo contra a lateral direita do automóvel.

Vítimas e Procedimentos:

• Ocupantes do Gol: Infelizmente, os dois ocupantes do veículo (uma mulher de 39 anos e um homem de 41 anos) não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito no local.

• Condutor do Caminhão: O motorista, de 37 anos, saiu ileso. Ele permaneceu no local, prestou auxílio e foi submetido ao teste de alcoolemia, que apresentou resultado negativo (0,00 mg/L). Após prestar depoimento às autoridades competentes, ele foi liberado.

A ocorrência segue em andamento para a finalização dos trabalhos periciais e remoção dos veículos.

Informações: PRF/Via Portal Renova News 
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