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terça-feira, 30 de junho de 2026

Descarbonização: Grupo Potencial passa a operar 31 caminhões que rodam com biodiesel


Vêm do Paraná as tecnologias para reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa no transporte logístico. Duas empresas sediadas no Estado fazem parte desse processo: o Grupo Potencial, da Lapa, incorporou 31 caminhões Volvo FH B100 Flex, fabricados em Curitiba, à sua operação para o transporte de soja, farelo e combustíveis nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A iniciativa demonstra a viabilidade do uso do biodiesel puro (B100), produzido pelo Grupo Potencial em sua planta na Lapa, no transporte pesado em diferentes rotas logísticas e contribui para evitar a emissão de mais de 3 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) por ano. O governador em exercício Darci Piana acompanhou nesta terça-feira (30) da entrega dos caminhões flex na sede da empresa.

“Volvo e Potencial são duas empresas localizadas no Paraná que estão liderando o processo de transição energética. A Potencial com este investimento bilionário na Lapa e a Volvo na fabricação de caminhões flex, que podem ser abastecidos com biodiesel”, disse Piana. “Somente esses 31 caminhões vão deixar de lançar 3 mil toneladas de CO₂ por ano na atmosfera”.

O movimento ocorre em meio ao plano de investimentos de mais de R$ 6 bilhões da Potencial até 2030, que conta com apoio do Governo do Estado por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. O grupo pretende ampliar sua capacidade industrial e se consolidar como a maior produtora de biodiesel em planta única do mundo.

A expansão inclui aumento da capacidade de esmagamento de soja, produção de etanol de milho, biogás, glicerina refinada e novos ativos logísticos. “Estamos investindo neste complexo industrial desde 2013. Somando os R$ 6 bilhões do novo ciclo de expansão, são cerca R$ 10 bilhões sendo aportados até 2030”, afirmou o vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Hammerschmidt.

“A Potencial foi a primeira empresa 100% paranaense a entrar no programa Paraná Competitivo, em 2013. Foi ele que impulsionou nosso grupo a ter condições de construir e ampliar esta planta na Lapa. O mercado tem muitos altos e baixos, e o programa é uma segurança a mais”, explicou Hammerschmidt. “Quando se importa diesel, acabamos exportando dinheiro e empregos. Quando industrializamos no Brasil a soja e o milho, estamos gerando emprego, tributos e desenvolvimento social”.

Para a Volvo, a aquisição reforça a crescente demanda por soluções de baixa emissão e está alinhada à estratégia de descarbonização da fabricante. Os caminhões FH B100 Flex têm autonomia de até 1.800 quilômetros e reduzem em até 90% a emissão de CO₂.


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