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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Movimento do Terço dos Homens promove feijoada no salão da Capela Nossa Senhora das Brotas, na Vila Ibema.

 


Mesmo com geadas, lavouras do Paraná mantêm grande ritmo produtivo


O frio trouxe consigo dois dias com geadas intensas em uma área de maior amplitude que o comum, que incluiu regiões que não passam tão frequentemente por este fenômeno. Apesar da geada causar perdas para algumas culturas, o frio, em geral, também pode apresentar benefícios para as culturas de inverno.

A Previsão Subjetiva de Safra (PSS), elabora pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgada nesta quinta-feira (26) mostra as previsões para as safras atuais referente à última segunda-feira (23), ou seja, ainda não mensura o impacto das geadas dos últimos dias, mas os técnicos do departamento anteciparam qual cenário esperar.

No geral, o clima mais frio colabora para o controle de pragas de todas as culturas, diminuindo custos para o produtor. Para o trigo, cultura de inverno, o frio pode favorecer novas brotações quando acontece durante desenvolvimento vegetativo, resultando em mais espigas e maior potencial produtivo.

Ou seja, o trigo não teve tantos prejuízos pela geada, como explica o agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho. “Na maior parte das lavouras, a geada aconteceu em um momento em que o trigo ainda não chegou em uma fase que pode ser tão prejudicada, já que cerca de 81% encontram-se em desenvolvimento vegetativo”, explicou.

No entanto, quando ocorrem durante o período reprodutivo podem causar perdas para o trigo. Assim, o problema pode estar nos 11% que se encontram em floração, fase em que a planta fica mais suscetível a danos pela geada, e 1% em frutificação, quando também pode ser prejudicial.

O documento aponta uma produção de 2,6 milhões de toneladas de trigo, 16% a mais que o ano anterior, que era de 2,3 milhões de toneladas em uma área 27% menor que 2024, de 1,13 milhão hectares para 833,4 mil.

A segunda safra do milho, que é uma cultura de verão, em maior parte já passou pelas etapas que podem causar grandes prejuízos, já que 63% já se estão em maturação. Porém, 36% ainda estão em frutificação e 1% em floração, fases suscetíveis. Ou seja, 1 milhão de hectares estavam suscetíveis a perdas por geada, principalmente no Oeste e na região de Campo Mourão. Por outro lado, o Deral explica que mesmo que hajam perdas de 20% nesta área, ainda sim seria uma safra histórica, superando o recorde anterior da safra 2021/22.

Antes das geadas, a previsão era de que fossem colhidas 16,5 milhões de toneladas (27% a mais que as 13 milhões colhidas no ano anterior) em uma área de 2,76 milhões de hectares (9% a mais que os 2,5 milhões de hectares no ciclo de 2023/24).

O Deral informa que o cálculo efetivo das perdas ocorridas pelas geadas deve ser feito de 7 a 10 dias após o ocorrido, com as primeiras informações podendo ser observadas na próxima terça-feira (1º de julho), através do Boletim de Condições de Tempo e Cultivo.

CAFÉ – O café também pode apresentar reflexos do frio, com problemas de qualidade em alguns grãos, já que 21% estão em frutificação e 79% em maturação. A previsão até então é de que sejam colhidas 43,1 mil toneladas, 7% a mais que o ano anterior (40,4 mil toneladas), da área de 25,4 mil hectares, 2% maior que a anterior de 25,4 mil hectares.

CEVADA – A cevada, que está 73% plantada, ainda está em maior parte em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. O Deral prevê que a safra deve produzir 423 mil toneladas, 43% a mais que o ano passado, em uma área de 96,9 mil toneladas, também maior que a anterior em 20% (de 80,5 mil para 96,9 mil hectares.

HORTICULTURA – As folhosas foram as mais afetadas pela geada, principalmente a céu aberto. A batata, principal produto do Estado, está menos vulnerável por ser subterrânea, mas a parte externa pode ter sofrido danos. Estufas com manejo adequado conseguiram preservar parte da produção.

Alguns produtores podem ter tido perdas totais. A expectativa é de aumento nos preços devido à redução da oferta. Já a recuperação das culturas pode acontecer em até 90 dias, dependendo da estrutura e da preparação de cada produtor.

No caso da batata, a primeira safra teve desempenho 48% superior ao ano passado, ajudada pelo clima. Já a segunda safra cresceu 11%. Quanto ao tomate, foi identificado um novo vírus, mas o manejo evitou perdas maiores. A segunda safra caiu 16%, mas a produção se recuperou nos campos mais recentes.

BOLETIM – Nesta quinta-feira (26) o Deral divulgou também o Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 19 a 25 de junho. Os reflexos das geadas em produtos vegetais são comentados com mais profundidade, além de trazer informações sobre as proteínas animais.

No caso dos derivados lácteos, houve queda no preço em junho, mas nas próximas semanas possivelmente haverá impacto da queda brusca de temperatura. O documento também analisa o custo de produção do frango vivo, que atingiu R$ 4,78 o quilo em maio. Em relação ao mês anterior houve retração de 2,12%, pois estava em R$ 4,88 o quilo.

O boletim fala ainda da carne de peru, produto de relevância na pauta de exportações do Brasil. Em 2024 foram 64.079 toneladas, gerando receita de US$ 153,794 milhões. Na condição de terceiro maior criador de perus do Brasil, o Paraná registrou faturamento de US$ 30,835 milhões, com venda de 13.647 toneladas.

Senado aprova aumento do número de deputados federais para 531


Os senadores aprovaram nesta quarta-feira (25) o aumento do número de deputados federais, ou seja, após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 representantes, 18 a mais que os atuais 513.

O projeto de lei complementar foi aprovado com 41 votos favoráveis contra 33 contrários.

O texto estabelece que a criação e manutenção das novas vagas não poderá aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030.

O projeto sofreu mudanças pelos senadores e voltará para análise da Câmara.

O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou sugestões do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e, com isso, a Câmara terá que manter os novos mandatos sem aumento real de despesas durante a próxima legislatura (2027-2030), inclusive das verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Nesse período, as despesas terão atualização monetária anualmente.

"Não haverá impacto orçamentário de nenhum centavo", disse Castro.

Já os senadores contrários argumentaram que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano.

"Sabemos que vai ter impacto. Não é só de salário de deputado: é de estrutura de gabinete, apartamento funcional, emendas parlamentares. Será que os deputados vão abrir mão das suas emendas para acomodar os 18 que vão entrar? É claro que não. Se teve aumento de emendas sem os 18 deputados, imagine com os 18 deputados", afirmou senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Outra alteração foi a retirada de auditoria dos dados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com possibilidade de pedido de impugnação por partidos políticos ou estados.

Pelo texto aprovado, as futuras vagas serão definidas a partir de dados oficiais de cada censo demográfico do IBGE, vedado o uso de dados obtidos por meio de pesquisas amostrais ou estimativas intercensitárias. A próxima atualização será feita com os dados do Censo de 2030.

Entenda

O PDL 177 de 2023 que prevê o aumento do número de deputados federais foi aprovado na Câmara como resposta à uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte determinou que o Congresso vote uma lei, até 30 de junho deste ano, para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira em cada unidade da Federação (UF).

Isso porque a Constituição determina que o número de vagas de deputados seja ajustado antes de cada eleição “para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta deputados". A última atualização foi em 1993.

Na ocasião, os deputados não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da Federação seguindo o critério proporcional. Se essa regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul poderiam perder cadeiras.

No lugar, o PDL aprovado na Câmara aumenta o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional.

>> Estados que ganham deputados federais:

  • Ceará: mais 1 deputado
  • Goiás: mais 1 deputado
  • Minas Gerais: mais 1 deputado
  • Paraná: mais 1 deputado
  • Mato Grosso: mais 2 deputados
  • Amazonas: mais 2 deputados
  • Rio Grande do Norte: mais 2 deputados
  • Pará: mais 4 deputados
  • Santa Catarina: mais 4 deputados

Impacto nos Legislativos estaduais

Com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais deve ter alterações.

A Constituição prevê que cada Assembleia Legislativa deve ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados, até o limite de 36, acrescido do número de deputados federais acima de doze.

Por exemplo: o Acre, com oito deputados federais, tem 24 deputados estaduais. Já São Paulo, com 70 deputados federais, tem 94 deputados estaduais, que é a soma de 36 com 58.

Fonte: Agência Brasil 


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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Paraná registra mais 1.228 casos de síndromes respiratórias, aponta boletim


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (25) o novo Informe Epidemiológico com dados atualizados sobre os vírus respiratórios que circulam no Paraná. O boletim apresenta um panorama geral da situação no Estado com o objetivo de reforçar a vigilância e o monitoramento da Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O informe desta semana mostra um aumento de 1.228 novos casos de SRAG (9%) e 58 óbitos (8%) em comparação ao informe anterior, que registrava 13.408 casos e 683 mortes.

As informações são referentes a pessoas que apresentaram sintomas entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025. Nesse intervalo, foram registrados 14.636 casos de SRAG com hospitalização e 741 óbitos por síndromes respiratórias graves. Entre os casos confirmados, 1.974 foram por Influenza, 570 por Covid-19, 3.611 por outros vírus respiratórios, 5.587 como SRAG não especificada, 65 por outros agentes etiológicos e 2.829 ainda estão em investigação.

Entre os 741 óbitos, 194 (26,2%) foram confirmados para Influenza, 83 (11%) para Covid-19, 78 (10,5%) para outros vírus respiratórios, 17 (2%) para outros agentes etiológicos, e 355 (48%) foram registrados como SRAG não especificada. Outras 14 mortes seguem em investigação. Também foram notificadas 355 mortes por outras causas, que não se enquadram nos critérios de SRAG .

Em relação às síndromes gripais, que têm monitoramento por amostragem, foram registrados 1.546 casos.

MAIS ATINGIDOS – A faixa etária mais afetada é a de crianças menores de seis anos, seguida pelos idosos. Do total de notificações de SRAG por vírus respiratórios, 5.573 casos e 338 óbitos apresentavam algum fator de risco identificado.

Com relação à vacinação, os dados mostram que 4.430 pessoas (79,5%) com fatores de risco internados por SRAG por vírus respiratórios não haviam tomado a vacina contra a gripe. Entre os que morreram, 275 também não estavam vacinados (81,4%).

SINTOMAS – Entre os principais sintomas das SRAGs estão febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou do rosto.

Esses sintomas são característicos das síndromes gripais que evoluíram para quadros graves. Os principais causadores desse cenário são os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, que continuam predominantes no Estado.

Confira AQUI o Informe epidemiológico.

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Sicredi alcança maior índice de recomendação entre instituições financeiras, segundo pesquisa da CardMonitor

Levantamento também avaliou os principais atributos de cartões de crédito
O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 9 milhões de associados, conquistou o maior índice de recomendação na avaliação geral das instituições financeiras, segundo a Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito 2025 (PNCC). O resultado, medido pelo Net Promoter Score (NPS), foi de 62,8% e posiciona o Sicredi na “zona de qualidade”, indicando alto nível de satisfação e lealdade dos associados. Realizada pela CardMonitor em parceria com o Instituto Medida Certa, a pesquisa coletou a opinião de usuários de cartões de crédito de diferentes instituições, avaliando uma série de critérios.

Outro destaque da pesquisa foi o desempenho do Sicredi em cinco atributos relacionados ao seu cartão de crédito. A central de atendimento recebeu a melhor avaliação entre os usuários, com nota de 73,2%, 11,1 pontos percentuais acima da média de mercado. A instituição financeira cooperativa também obteve notas superiores à média nos seguintes quesitos: aceitação (92,6%, 3,8 p.p. acima da média); aplicativo (91,7%, 4,8 p.p. acima); limite do cartão (70,7%, 4,5 p.p. acima) e programa de recompensas (68%, 9 p.p. acima).

“Os resultados do levantamento reforçam a efetividade da nossa estratégia de colocar o associado no centro da jornada e demonstram que nossas soluções atendem às suas necessidades reais. Seguiremos trabalhando para oferecer uma experiência cada vez mais completa e fluida, preservando nosso atendimento próximo e humano, característico da nossa instituição”, afirma Thiago Rossoni, diretor de Produtos e Serviços do Sicredi.
A Pesquisa Nacional de Cartões de Crédito é realizada anualmente e entrevistou mais de 12,7 mil pessoas em todo o Brasil, avaliando mais de 19,8 mil cartões. O estudo, considerado o maior projeto de aferição da satisfação de titulares de cartões no país, permite comparar todos os players com a mesma metodologia e no mesmo período.

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Nota Paraná reduz limite mínimo de saque para R$ 5; há R$ 46,2 milhões disponíveis


Não é mais necessário acumular R$ 25 para sacar os créditos do Nota Paraná. A partir desta quarta-feira (25), os consumidores participantes do programa de conscientização fiscal poderão fazer o resgate de valores a partir de R$ 5. A medida vai beneficiar todos os mais de 5,4 milhões de cidadãos cadastrados que colocam o CPF em suas notas fiscais todos os meses.

A redução é uma das novidades realizadas pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em comemoração aos 10 anos do programa, que será celebrado no próximo mês de agosto

“Essa era uma demanda antiga dos consumidores e que finalmente conseguimos tirar do papel. Com isso, mais gente vai poder fazer o resgate de valores e aproveitar os benefícios de pedir o CPF em suas notas fiscais”, comemora a coordenadora do Nota Paraná, Marta Gambini.

Atualmente, mais de 3,9 milhões de consumidores possuem entre R$ 5 e R$ 25 em créditos no programa e que, até então, estavam impossibilitados de fazer o resgate. Com a novidade, cerca de R$ 46,2 milhões devem ser injetados na economia paranaense.

A liberação passa a valer já nesta quarta-feira para todos os consumidores que possuem créditos em suas contas — mas Gambini aponta que, por causa do tamanho da operação, o sistema pode apresentar algum tipo de instabilidade.

“Como toda grande mudança, ela pode levar algum tempo para se estabilizar, principalmente se houver um grande volume de solicitações de uma só vez. Então, também pedimos um pouco de paciência”, diz. “Mas o que importa é que agora o saque mínimo de R$ 5 é oficial, e isso é motivo de comemoração”.

CRÉDITOS EXPIRADOS – Para a coordenadora do Nota Paraná, um dos principais efeitos da nova medida é a redução no montante de créditos expirados por usuários que não conseguiam fazer o saque dos valores em conta.

Em 2024, mais de R$ 133 milhões em prêmios e créditos do ICMS distribuídos aos consumidores participantes expiraram por não terem sido sacados dentro do prazo.

De acordo com o regulamento do programa, os créditos têm validade de 12 meses desde que foram gerados. Quando eles expiram, os valores retornam para o Tesouro do Estado e podem ser aplicados em serviços como saúde, educação, segurança, entre outros — ou seja, é revertido diretamente para o cidadão na forma de serviços públicos.

“Muita gente nos procurava para dizer que não conseguia fazer o saque por não alcançar o mínimo de R$ 25 e, com isso, os créditos acabavam expirando. Com o novo limite de R$ 5, essa barreira acaba”, explica Gambini. “É um incentivo a mais para que o consumidor siga exigindo a nota fiscal a cada compra e siga colocando o seu CPF”.

10 ANOS – O Nota Paraná celebra seus 10 anos no próximo mês de agosto e, para comemorar a data, a Secretaria da Fazenda trouxe várias novidades para turbinar o programa. Além da redução no limite de saque, a pasta aumentou o total entregue a cada sorteio e ampliou o número de consumidores sorteados todos os meses.

Desde o último mês de maio, o programa passou a sortear R$ 2,8 milhões aos participantes graças à adição dos R$ 800 mil que faziam parte do Paraná Pay. Com a unificação dos sorteios, o número de ganhadores saltou de 35 mil para 43 mil, o que permitiu que todas as 399 cidades paranaenses tivessem pelo menos um ganhador no sorteio de junho, algo que não acontecia há mais de cinco anos.

Com -7,8°C, quarta-feira teve menor temperatura do ano no Paraná


No segundo dia desta nova onda de frio, mais 23 estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e três do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram a menor temperatura de 2025 até o momento no Estado. Entre elas está Curitiba, que teve a primeira temperatura negativa desde julho de 2021.

Foram 20 estações registrando temperaturas negativas, com destaque para General Carneiro, do Inmet, que teve a menor temperatura de 2025 em todo o Estado até o momento: -7,8°C. Valor muito próximo da temperatura mais baixa já registrada pelas estações meteorológicas instaladas no Paraná em toda a história: -7.9°C, em 20 de julho de 2021, também em General Carneiro.

Como o vento estava constante em 37 das 48 estações do Simepar, a sensação térmica foi negativa. O índice de frio foi mais intenso em Francisco Beltrão (-7.3°C), distrito de Entre Rios, em Guarapuava (-6.9°C), Jaguariaíva (-6.3°C) e Pinhão (-6.1°C).

Até a população do Litoral também sentiu o frio. Guaraqueçaba registrou apenas 2°C de temperatura mínima. Na Capital o -0,3°C foi coberto de geada e sensação térmica de -1,9°C. Curitiba não tinha temperaturas negativas desde julho de 2021, quando registrou -0,8°C. O céu sem nuvens e o vento fraco favoreceram geadas também em outras cidades do Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba.

SENSAÇÃO TÉRMICA – De acordo com o meteorologista do Simepar Lizandro Jacobsen, sensação térmica é um termo usado em meteorologia para representar a temperatura que realmente o nosso corpo sente. “Em épocas de calor, é feito o cálculo baseado na umidade relativa e na temperatura do ar. Quanto mais alta a temperatura e quanto maior a umidade relativa, maior é o índice de calor, ou sensação térmica”, afirma.

Já no inverno, em episódios de intensos resfriamentos, é quando a temperatura está mais baixa e com bastante vento. O fator vento influencia diretamente nessa condição, tanto que quanto maior for a velocidade do vento, menor é a sensação térmica. Ou seja, são inversamente proporcionais. Quanto a temperatura mais baixa e maior vento, teremos maior sensação de frio.

MUDANÇAS NO TEMPO – Mesmo com o sol predominando, a tarde será de temperaturas amenas no Estado, e o tempo muda novamente na próxima madrugada. “Nesta quinta-feira temos a volta das chuvas ao Estado, começando pelas regiões Oeste e Sudoeste, avançando para as demais regiões ao longo do dia. No Leste, na Região Metropolitana de Curitiba, essas chuvas chegam entre o final da tarde e a noite de quinta-feira”, detalha Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.

Com a chuva, na quinta-feira e na sexta-feira o frio diminui um pouco e o tempo segue instável, com baixa amplitude térmica, principalmente na metade Sul paranaense. Pode ocorrer chuva a qualquer hora do dia, e haverá muita nebulosidade.

Estão previstas tempestades localizadas (principalmente na quinta-feira) e os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Oeste e Sudoeste do Estado. Na faixa Central do Paraná também podem ocorrer acumulados de chuva por volta de 50 mm e nas áreas de divisa com Santa Catarina, acumulados podem chegar aos 80 mm.

No final de semana, uma nova frente fria avança pelo Estado. “São previstas pancadas de chuvas acompanhadas de descargas elétricas e não se descarta a ocorrência de temporais localizados”, afirma Barbieri. A próxima semana começará com temperaturas baixas nas regiões da metade Sul do Estado, mas o frio não será tão intenso como foi nesta semana.

PREVISÃO – A população pode encontrar dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte. Também está disponível no site o serviço Alerta Geada, em parceria com o IDR-PR, que informa a previsão de geadas para 24h, 48h e 72h em todo o Estado.

Como o sistema atmosférico tem alterações constantes, a previsão indicada no site pode sofrer alterações. Por este motivo, é recomendável acompanhar a palavra do meteorologista, que está na página inicial do site do Simepar, e os boletins emitidos diariamente pela equipe de meteorologistas e divulgados nas redes sociais e no canal de WhatsApp do Simepar. Os meteorologistas contextualizam os dados e explicam as alterações atmosféricas em todas as regiões do Paraná.

Confira as 23 estações do Simepar que atingiram a menor temperatura do ano nesta quarta-feira:

ANTONINA: 4.7°C às 7h;

APPA ANTONINA: 4.3°C às 6h;

CAMBARÁ: -0.1°C às 7h;

CÂNDIDO DE ABREU: 1.8°C à 0h;

CERRO AZUL: 0.4°C às 7h;

CORNÉLIO PROCÓPIO: 2.4°C às 7h;

CURITIBA: -0.3°C às 6h;

FAZENDA RIO GRANDE: -2.9°C às 5h;

IRATI: -2.5°C às 5h;

FRANCISCO BELTRÃO: -3.0°C às 6h;

GUARAPUAVA: -2.9°C às 4h;

JAGUARIAÍVA: -2.7°C às 7h;

LAPA: -2.2°C às 5h;

LONDRINA: 0.9°C às 7h;

PARANAGUÁ: 7.6°C às 5h;

PINHAIS: -1.5°C às 4h;

PONTA GROSSA: -2.3°C às 7h;

GUARAQUEÇABA: 2°C às 7h;

SANTA HELENA: 1.1°C às 3h;

TELÊMACO BORBA: -1.2°C às 7h;

UBIRATÃ: 0.3°C às 5h;

UMUARAMA: 1.2°C às 3h;

UNIÃO DA VITÓRIA: -1.1°C às 7h.

Três estações do Inmet também atingiram a menor temperatura de 2025 até o momento nesta quarta:

CAMPINA DA LAGOA: 0.2°C

GENERAL CARNEIRO: -7.8°C

MORRETES: 3.4°C


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