sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Paraná pode encerrar safra 2015/16 com produção de 35,6 milhões toneladas.


O Paraná está encerrando a safra 2015/16 com expectativa de produção de 35,6 milhões de toneladas de grãos, cerca de 6% inferior à do ano passado (2014/15), quando alcançou 38 milhões de toneladas e teve clima com menos adversidades. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, que divulgou o levantamento, o resultado final só será conhecido após a colheita de trigo, que vai até novembro, e o desempenho da safra ainda está sujeito às alterações do clima.

As duas últimas grandes lavouras do ciclo anual de grãos que estão em campo são o milho da segunda safra e o trigo. Mas os indicativos já apontam uma consolidação da projeção que está sendo feita, diz o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni.

Ele explica que o Paraná teve safra menor neste ano em decorrência do clima, com um dos invernos mais rigorosos dos últimos 20 anos, que reduziu a produtividade das lavouras. Além de sucessivas geadas, o Paraná enfrentou excesso de chuvas no verão do ano passado e seca na sequência.

A expectativa agora é que a comercialização da produção da segunda safra de milho e dos cereais de inverno, liderada pelo trigo, corresponda aos anseios dos produtores e que os preços hoje praticados não sofram queda abrupta devido a uma melhor oferta sazonal, considerando que a produção brasileira atende apenas 40% das necessidades de consumo. A produção de trigo deverá entrar em uma fase de disputa com a da Argentina e dos Estados Unidos, que são os principais fornecedores do Brasil e tiveram boa produção este ano.

“O produtor investiu em tecnologia e agora é hora de colher e vender. O fator clima e preço neste final de ciclo são determinantes para ele consolidar o planejamento e fechar o ciclo de produção e comercialização da safra 2015-2016 com margens menores devido à queda dos preços das commodities, mas sem sobressaltos”, disse. 

Segundo Simioni, as lavouras de inverno são recomendadas pela pesquisa e a assistência técnica para que ocorra rotação de culturas, diminuindo a incidência de pragas e doenças e também para baixar custos. “É muito caro para o produtor deixar áreas sem lavouras por quatro meses por ano”, explicou ele.

Para o milho, a situação se inverte, com tendência de os preços se manterem firmes em função da menor oferta no Estado e em todo o País e por ser esse um período de entressafra. Com isso os riscos de queda acentuada dos preços é menor comparativamente ao trigo.

TRIGO - A expectativa para a colheita de trigo é de uma safra cheia, que pode atingir um volume de 3,3 milhões de toneladas, quase igual à anterior, que chegou a 3,28 milhões de toneladas. Porém, nesta safra houve um recuo de 20% na área plantada.

Este ano, o Paraná plantou um total de 1,08 milhão de hectares. E no ano passado, a área ocupada alcançou 1,35 milhão de hectares. A produtividade, maior, que poderá ser alcançada este ano, vai compensar a perda de área, como explicou o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho. “Apesar dos sustos com o clima no início do ciclo, como seca, seguido de chuvas e de geadas, eles não afetaram o trigo que ainda estava em estágio de desenvolvimento”, disse o técnico.

O trigo está praticamente plantado em todas as regiões do Estado e a colheita já começou a partir da região Norte, devendo ser finalizada até novembro na região Sul. Até lá, há duas preocupações, ressaltou Godinho.

Cerca de 80% das lavouras ainda estão em fase suscetível à geada e ainda há previsões de geadas tardias que podem atingir a região Sul do Estado, justamente onde se concentram as lavouras de trigo em fase de risco.

Outra preocupação – continuou Godinho – é com a possibilidade de ocorrência de chuvas na colheita, que prejudicam a qualidade dos grãos e também podem impor perdas severas às lavouras.

O Deral prevê bom escoamento da produção neste início de safra, apesar dos preços com tendência de declínio. 

Atualmente o trigo está sendo vendido, pelo produtor, por cerca de R$ 40,00 a saca com 60 quilos, ligeiramente acima do preço mínimo do governo federal, que é de R$ 38,65 a saca. Segundo Godinho, a tendência é de queda nos preços do grão, à medida que se intensifica a colheita e aumenta a oferta.

Além disso, esse cenário pode se agravar com a entrada de trigo da Argentina e dos Estados Unidos, que pode baixar ainda mais o preço pago ao produtor.

“Como o período atual é de planejamento para a safra do ano que vem, em função da necessidade de comprar já os insumos necessários para a produção, a expectativa é de queda drástica na área plantada com trigo em 2017”, prevê o técnico.

MILHO SAFRINHA - A segunda safra de milho plantada no Paraná, a de milho safrinha, está em final de ciclo, com 93% da área plantada já colhida. O volume de produção deverá atingir 10,9 milhões de toneladas, cerca de 15,7% menor que o volume esperado. 

A sequência de eventos climáticos durante o ciclo de desenvolvimento do milho safrinha, como falta de chuvas, seguida de geadas, provocou a perda de 2 milhões de toneladas, que está fazendo falta no mercado agora.

Segundo o técnico que acompanha o milho no Deral, Edemar Gervásio, a região Norte do Estado foi a mais afetada e deixou de colher 1,3 milhão de toneladas em relação ao esperado.

“Há escassez de produção de milho em todo o País, a produção nacional tem perdas acima de 15 milhões de toneladas do grão, podendo ultrapassar 20 milhões de toneladas”, disse o técnico. Com isso, os preços do grão explodiram no mercado, o que está compensando os prejuízos com a perda física da lavoura. Os produtores não esperavam a reação dos preços no mercado.

Cerca de 60% da segunda safra já está vendida e o escoamento total da produção poderá movimentar um total de R$ 6 bilhões, em preços pagos ao produtor 50% a mais ao que ocorreu no ano passado, quando a produção total comercializada rendeu aos produtores cerca de R$ 4 bilhões, estima o técnico que acompanha o milho no Deral, Edmar Gervásio.

O milho foi comercializado, no ano passado inteiro, por uma média de R$ 21,68 a saca com 60 quilos. Já este ano, até agosto, a média está em R$ 35,00 a saca, uma alta de 60% em relação ao ano passado.

Além da oferta menor, também influencia no preço a desvalorização do real ocorrida no início deste ano e também uma elevação no consumo do grão por parte das principais cadeias produtivas que consomem milho, como a avicultura e a suinocultura. “Essa combinação de escassez mais aumento de consumo pelas cadeias produtivas, resultaram na explosão das cotações”, avaliou Gervásio.

Hoje em Santa Maria, serão conhecidos os finalistas da Copa União de Futsal, categoria livre municipal e veteranos regional.

Piquiri Papéis

Nessa sexta-feira, 02 de agosto, no ginásio de esportes de Santa Maria do Oeste – PR serão conhecidos os finalistas da Copa União de Futsal 2016, categoria livre municipal e veteranos regional.


Na categoria veterano, a equipe do Lojão do Braz Turvo/Blog do Elói, que foi campeão em 2015, tenta hoje, chegar na grande final jogando contra a forte equipe do Agronova Reumatismo de Palmital.


Confrontos das semifinais sexta-feira dia 02/09:


19h00 Veteranos: Lojão do Braz Turvo/Blog do Elói x Agronova Reumatismo/Palmital.


20h00 Livre: Piquiri Papéis x Juventude.


21h00 Veteranos: Distribuidora Agnes x Clinica Thiale/Pitanga.


22h00 Livre: NS. das Vitórias x Braz Pé.

Lojão do Braz Turvo/Blog do Elói 


Morre em Turvo aos 86 anos, o senhor Aquiles Gusso.


Morreu na noite dessa quinta-feira (1º), o senhor Aquiles Gusso, com 86 anos de idade, seu corpo está sendo velado na Capela Mortuária. 

As 15h00 acontece a missa de corpo presente e em seguida o sepultamento.

O senhor Aquiles era uma pessoa bastante conhecida na cidade.