sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pacientes são isolados após UTI do Hospital São Vicente ser infectada por bactéria

Uma contaminação pela superbactéria chamada KPC, que é resistente a antibióticos gerou o isolamento e os cuidados necessários com a UTI que deve reabrir na semana que vem

Ouça na reportagem de Tonico de Oliveira. Para ouvir, clique no link abaixo:

A UTI do Hospital São Vicente de Paula foi isolada nesta quinta-feira (29) após a contaminação de uma superbactéria chamada KPC, que é resistente a antibióticos. Três pacientes foram contaminados e isolados em uma ala especial da casa. O local deverá ser liberado em uma semana após todas as limpezas necessárias. De acordo com a provedoria, diversas ações de segurança estão sendo tomadas, como a higienização constante de funcionários e visitantes.

“Nós estamos falando de uma bactéria que pertence ao organismo humano de uma forma natural e devido ao uso de antibióticos, ela se torna resistente. A que nós identificamos é sensível a outros medicamentos. A UTI não está interditada, continua funcionando, nós apenas deslocamos os pacientes para uma outra unidade e desinfetamos o espaço físico onde eles estavam”, explicou o enfermeiro responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Emanuel Severo.

A KPC pode causar pneumonia, infecção sanguínea no trato urinário e ainda evoluir para uma infecção generalizada. Os três pacientes contaminados, no entanto, permanecem em estado estável, segundo o hospital.

Fonte: www.centralcultura.com.br

Contra o preconceito, catador de recicláveis se forma em Direito no PR

Edson Manfroi Júnior mora em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado.'Um exemplo para todos', diz coordenador do curso que ele frequentou.
Do G1 PR
Edson Manfroi em uma aula durante a faculdade de Direito, que acabou de conluir (Foto: Arquivo pessoal)


Com 47 anos, Edson Manfroi Júnior acabou de se formar no curso de Direito pela Universidade Paranaense (Unipar). Porém, a idade não é a única característica que chama a atenção nesse morador de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Manfroi trabalha há 12 anos como catador de recicláveis e sempre quis cursar uma faculdade. Para ele, é uma forma de combater o preconceito que sofreu. “Tem que haver justiça, é muita corrupção, muita discriminação”, diz. O objetivo foi concluído e a colação de grau foi este mês.

A discriminação que viveu foi uma motivação para escolher o curso de Direto e lutar pelo que acredita. “A gente sofre porque vive sujo”, diz. “Cada vez que eu entrava no supermercado o gerente mandava um funcionário me seguir. Essa é uma das questões, mas tem muitas outras que aconteciam porque eu andava desarrumado por causa do meu trabalho”, completa.

Mesmo já formado, ele continua na mesma profissão. Começa a trabalhar às 4h da manhã recolhendo recicláveis pelas ruas da cidade e só para às 17h30. Durante os cinco anos da faculdade a rotina teve que ser ampliada para conquistar o objetivo. Depois do trabalho, Manfroi seguia para a faculdade e só voltava para casa, em um bairro pobre da cidade, por volta da 1h. “A maior dificuldade foi o cansaço físico, trabalhar de manhã e de tarde, e à noite estudar”, afirma. A faculdade particular foi paga com recursos próprios. No último ano a mensalidade chegou a mais de R$ 1 mil e por vezes, algumas parcelas chegaram a atrasar.
O colega de curso Vinícius Murari Borges lembra que em alguns dias o cansaço vencia o catador. "Era nítido que ele tinha uma vida sofrida. Não raro, vinha para as aulas sujo de graxa e óleo, com as mãos sangrando de algum corte que fizera carregando lixo. Às vezes ele chegava tão cansado na sala que dormia sentado durante a aula", conta.
Bom aluno
O coordenado do curso, Alexandre Magno Augusto Moreira, acompanhou Manfroi desde o primeiro ano da faculdade. Foi professor dele até o terceiro ano, antes de assumir a coordenação do curso. “Para nós, no primeiro ano foi um choque porque era uma pessoa que chegava com as mãos sujas, pegava nos cadernos e nas provas, e nós ficávamos nos questionando. Aos poucos ele foi contando a história dele e nós fomos entendendo. É uma superação, foi um cara que trabalhou o dia inteiro, embaixo de sol, e a noite ainda aguentava aulas teóricas”, lembra.

Moreira diz que no começo o aluno apresentava dificuldades de interpretação e escrita. Teve que fazer cursinhos complementares, mas com o tempo se destacou entre os alunos. “É muito gratificante ver o crescimento pessoal, técnico e profissional dele. Ele teve dificuldades, mas o ponto positivo foi a superação. Se esforçou fisicamente e psicologicamente e isso o diferencia dos demais”, salienta o professor. "Apesar de todas as dificuldados ele sempre foi muito esforçado e dedicado nos estudos. Era um exemplo para todos", completa o colega Borges.
Edson com o professor Inezil Penna Marinho
Junior (Foto: Arquivo pessoal)

Futuro advogado

Mesmo seguindo no trabalho com recicláveis, Manfroi tem a certeza que o futuro vai mudar. Para isso, já traçou metas e começou a se preparar. O próximo passo é fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Depois de passar no exame, ele pretende começar a atuar na área. “Eu vou montar um escritório no meu bairro para ajudar os moradores que precisam. Tem muita gente carente aqui”, planeja Manfroi, que acredita na aprovação no exame.

Chegar até aqui já é uma grande realização para quem enfrentou muitas dificuldades na vida. “É mais do que um sonho porque eu saí da favela, e hoje tenho uma casinha, tenho um trabalho para sustentar meus filhos e consegui fazer a faculdade”. Manfroi conta que deois que ser formou notou que as coisas mudaram ao seu redor. “O povo olha com outros olhos para a gente, já mudou bastante porque as pessoas sabem que eu estudei”, afirma.

Turma de Direito de Edson se formou este mês (Foto: Arquivo pessoal)


GUARAPUAVA: Batel firma parceria com o Paraná Clube para a disputa da Segundona

Três jogadores, incluindo um guarapuavano, serão cedidos para a Associação Atlética Batel pelo clube paranista para a disputa da Segunda Divisão em 2015


Ouça na entrevista realizada com o supervisor, Sergio Leocádio Miranda, o Ratinho. Para ouvir, clique no link abaixo:

A Associação Atlética Batel firmou uma parceria com o Paraná Clube de Curitiba que vai ceder alguns jogadores para a disputa da 2ª Divisão do Paranaense em 2015. A novidade foi anunciada ontem pelo supervisor da equipe, professor Sergio Leocádio Miranda, Ratinho. Com um guarapuavano no elenco do time paranista, o zagueiro Murilo e mais dois jogadores, um lateral direito e um meia atacante vão atuar pelo rubro negro da baixada. A apresentação aconteceu na manhã de hoje (30), no Waldomiro Gelinski.
De acordo com o supervisor, professor Ratinho, a parceria nos moldes dos anos 90 irá auxiliar na formação de uma equipe competitiva. “A novidade está com nossos parceiros, desde a Central Cultura, até o contato com a diretoria do Paraná Clube que tem um jogador de Guarapuava, o Murilo, um zagueiro e volante que será emprestado e vai atuar aqui. Além disso, mais dois jogadores atuarão por aqui, todos cedidos pelo clube, um lateral direito e um meia atacante”, afirmou.

Os três jogadores que se apresentam nesta semana terão todos os salários pagos pelo Paraná Clube. Somente a estrutura para a manutenção em Guarapuava estará a cargo da diretoria do Batel.

Casal e duas filhas morrem em acidente na rodovia BR-376, no PR

Acidente entre carro e caminhão ocorreu nesta quinta (29), em Ortigueira.

Veículo aquaplanou, invadiu a pista contrária e bateu contra caminhão.

(Foto: Rayane Lara Santos)

Quatro pessoas da mesma família morreram em um acidente entre um carro e caminhão, na tarde desta quinta-feira (29), na BR-376, entre Ortigueira e Mauá da Serra, no norte do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, o motorista do carro perdeu o controle da direção do veículo ao cair em uma poça de água e invadiu a pista contrária. Com o impacto, o automóvel parou embaixo do caminhão.

No carro estavam o casal e duas filhas, de 10 e 7 anos. Os quatro morreram na hora. Conforme a polícia, a família era de Marialva, no norte do Paraná, e seguia de Ponta Grossa para Londrina. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

O motorista do caminhão não se feriu. Ele disse à polícia que não conseguiu desviar do carro a tempo. A concessionária do trecho informou que chovia muito na hora do acidente.

DOMINGO TEM FESTA EM PASSO GRANDE/TURVO