sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Turvo - Boletim Oficial da Covid-19



Boletim destaca Valor Bruto da Produção agropecuária paranaense


O Boletim Semanal de Conjuntura, referente à semana de 9 a 14 de agosto, destaca nesta sexta-feira (14) o Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense de 2019, que fechou em R$ 97,7 bilhões. O boletim é elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná,

O VBP é um índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola municipal e nos preços recebidos pelos produtores paranaenses.

Ele engloba cerca de 350 produtos da agricultura, pecuária, silvicultura, extrativismo vegetal, olericultura, fruticultura, plantas aromáticas, medicinais e ornamentais, pesca, entre outros.

A produção de grãos, cereais e proteínas animais, em que o Paraná tem mostrado cada vez mais projeção, contribuem com os principais indicadores para a formação do VBP. No entanto, outros setores da agropecuária paranaense também dão a sua contribuição.

O boletim desta semana, ao abordar a fruticultura, diz que sua participação na formação do valor tem variado conforme os anos, posicionando-se entre 1% e 2%. Como exemplo, cita a safra 96/97, quando o peso do setor foi de 2,6%. No último índice, no entanto, ficou em 1,6%, gerando um volume financeiro de R$ 1,6 bilhão. Entre as principais frutas, o destaque é o segmento da citricultura.

GRÃOS - A soja gerou valor de R$ 19,9 bilhões no VBP paranaense, garantindo-se como o produto com maior participação, fechando em cerca de 20%, ainda que o clima tenha afetado a cultura na safra 2018/2019. O trigo, por sua vez, volta o olhar para o futuro. O déficit hídrico não é favorável. O desenvolvimento das lavouras, que tinham porcentual de 88% em condições boas na semana passada, baixou agora para 83%.

O milho, que também tem participação significativa na formação do VBP paranaense, conseguiu avançar a passos largos em termos de colheita. Da segunda safra, já foram colhidos 51% da área total de 2,3 milhões de hectares e a produtividade é de 5.100 quilos por hectare. O preço também tem sido atrativo para o produtor.

CAFÉ - Nesta semana, seguindo a tendência dos últimos dias, com clima quente e seco, foi possível caminhar rapidamente na colheita do café, que já atingiu 92% da área. As condições climáticas contribuem, ainda, para melhoria da qualidade dos grãos em termos de bebida.

O boletim traz também informações sobre as perspectivas para a produção brasileira de feijão e de mandioca. Em relação à suinocultura e à pecuária e avicultura de corte, a análise centra-se mais sobre a questão de mercado.

O documento analisa, ainda, a situação do gengibre, que é cultivado em 122 hectares e produz 1.322 toneladas no Estado.

Casa pega fogo e duas crianças morrem carbonizadas no interior de Turvo


Na tarde dessa sexta-feira (14), uma casa pegou fogo na localidade da Dodge, interior de Turvo e dois meninos de 3 e 5 anos morreram carbonizados. 

Segundo informações repassadas ao Blog do Elói, a mãe das crianças estava em uma vizinha e as crianças haviam ficado em casa. 

A residência de madeira ficava encostada em outra casa de alvenaria que estava sendo construída, e ficou totalmente destruída com o fogo. 

O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas não puderam salvar as crianças que morreram carbonizadas. Um veículo também ficou destruído com as chamas. 

A Polícia Militar, Polícia Civil e Criminalista estiveram trabalhando no local e as causas serão apuradas. 

As crianças são filhos do casal Daniel e Adriana, e uma das crianças era aluno da APAE. 

Em breve mais informações.

Deputado Estacho entrega viatura 0 km para a PM de Turvo


Nesta sexta-feira (14/08) o Deputado Estadual Rodrigo Estacho (PV) compareceu no Destacamento da Polícia Militar de Turvo, para oficializar a entrega de uma viatura 0 km para a corporação. Se trata de uma caminhonete Mitsubishi L200 totalmente equipada para realizar o patrulhamento e a segurança dos moradores da cidade.

As chaves do veículo foram entregues diretamente ao Sargento Mário Opuchkevicz, policial responsável pelo destacamento de Turvo, com a presença do Prefeito Jeronimo,  Comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, Major Cristiano M. Cubas de Lima e demais autoridades. 

Com a nova viatura pronta para entrar em operação imediatamente, a frota da Polícia Militar de Turvo ganha este importante reforço para continuar cuidando da vida e da segurança das pessoas com ainda mais suporte e eficiência.

No mais, importante ressaltar que além do Deputado Estadual Rodrigo Estacho, também tiveram papel importante para viabilizar essa conquista o Governador do Estado, Ratinho Jr., o Secretário de Segurança Pública, Cel. Rômulo Marinho, o Prefeito de Turvo, Jerônimo G. do Rosário e o Comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, Major Cristiano M. Cubas de Lima.

A entrega da viatura foi transmitida ao vivo pela página do Facebook do 16º BPM, acompanhe clicando aqui.










Raio mata pecuarista e pelo menos 30 animais no Paraná


A queda de um raio provocou uma tragédia em uma pequena propriedade rural na cidade de Loanda, no noroeste do Paraná. O acidente ocorreu na manhã desta quinta-feira, 13, quando apenas garoava e uma descarga elétrica atingiu e matou o pecuarista José Adilson Nogueira dos Santos, de 47 anos, e pelo menos 30 cabeças de gado.

Segundo o Hospital Santa Catarina, o pecuarista chegou ao hospital por volta das 9h30 praticamente sem vida. A equipe médica tentou fazer manobras de ressuscitação, mas o homem não resistiu.

Informações Rádio Itapuã

O papel da instituição financeira cooperativa no desenvolvimento econômico e social das regiões


Por Cesar Gioda Bochi – 
Diretor Executivo de Administração do Sicredi

Enxergar a relevância de uma agência bancária ou de cooperativa para além dos produtos oferecidos por ela pode ser desafiador para a maioria das pessoas. No entanto, cresce a consciência de que por trás de agências, soluções, sistemas e aplicativos, há muitas instituições financeiras com papel social, geradoras de impactos nas regiões onde atuam. Em especial, o Cooperativismo de Crédito está bastante avançado nesse sentido, se caracterizando por propiciar um relacionamento mais próximo ao associado, que não é cliente, mas o próprio dono do negócio.

No Brasil, com 11 milhões de associados, o segmento tem crescido consistentemente, mas o espaço que ocupa no sistema financeiro ainda é pequeno, perto do seu potencial, como os números dos países desenvolvidos demonstram. Mesmo assim, o impacto gerado pela sua atuação na economia do país já é muito relevante e pode ser demonstrado por meio de dados oficiais. De um lado temos o ótimo trabalho feito pelo Banco Central em reunir informações sobre o avanço do cooperativismo de crédito pelo país e a própria Agenda BC#, que traz o segmento como um pilar importante para a inclusão financeira e consequentemente para o crescimento econômico. De outro, percebemos que as instituições financeiras que atuam nesse modelo estão muito mais empenhadas na produção de dados e estudos que possam demonstrar os benefícios da sua atuação.

As duas pesquisas anunciadas pelo Sicredi neste ano são um bom exemplo disso. Uma delas, de autoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativa de crédito entre 1994 e 2017 e cruzou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciando que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.

Outro estudo, conduzido a pedido do Sicredi pelo especialista em Microeconomia Aplicada e Desenvolvimento Econômico, Juliano Assunção, pesquisador do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mostrou que o cooperativismo de crédito é um dos mecanismos mais eficazes para promover acesso aos serviços financeiros às pessoas em municípios menores, mais distantes e rurais do Brasil. Segundo o estudo, enquanto bancos tradicionais têm em média um limite mínimo de 8 mil habitantes para abrir uma agência, uma cooperativa de crédito tem capacidade de abertura em municípios a partir de 2,3 mil habitantes. A comparação em termos de renda também chamou atenção, apontando que as cooperativas conseguem operar em cidades com PIB a partir de R$ 79 milhões, enquanto para os bancos públicos é necessário um PIB mínimo R$ 146 milhões e para um banco privado, R$ 220 milhões.

A razão para esses resultados é a proximidade com os associados, como apontou a Fipe, tendo um diferencial importante na concessão de crédito, conhecendo a realidade de cada um para

poder tanto aconselhar corretamente, quanto medir melhor os riscos. Além disso, a cooperativa coloca o associado no centro das decisões, de tal forma que ele participa ativamente dos rumos do negócio. Isso faz com que a abertura de uma agência em um local longínquo não passe apenas por um estudo de viabilidade financeira em que o resultado financeiro ao longo dos anos tem que ser maior que o custo de capital e o risco da operação. Havendo intenção da sociedade e não onerando os demais associados, uma agência cooperativa pode se concretizar. Essas características fazem com que elas sejam instaladas em locais mais distantes do que os alcançados pelos bancos privados, que são, normalmente, os que mais carecem de serviços financeiros.

No contexto atual de pandemia, olhando as regiões mais remotas e menores, é ainda mais evidente a importância das instituições financeiras, especialmente, das cooperativas de crédito. Os dados apresentados a partir de estudos do professor Juliano Assunção têm grande potencial para, além de mostrar os benefícios do modelo cooperativista, apoiar na organização de políticas públicas de apoio à população, por exemplo. A capilaridade da atuação das cooperativas de crédito, comprovada pelos estudos, é um instrumento valioso no que tange ao acesso ao sistema financeiro, na distribuição de benefícios e linhas de crédito.

Dessa forma, o movimento que visa ampliar a percepção da sociedade sobre as instituições financeiras cooperativas a partir da produção e análise de dados pode, muito mais do que ratificar o que já é dito e sentido pelas comunidades locais, contribuir cada vez mais com a resolução de desafios importantes da agenda econômica nacional como a inclusão e educação financeira e a geração de renda local. Nesse sentido, os estudos têm também o papel de comprovar cientificamente o que é sabido, fomentado e realizado há mais de um século pelas cooperativas de crédito no Brasil.

Cesar Gioda Bochi, Diretor Executivo de Administração do Sicredi