segunda-feira, 3 de julho de 2017

Homem mora há 11 anos dentro de túmulo abandonado em cemitério no Paraná


Há 11 anos, o pedreiro Edson Carvalho mora em um túmulo abandonado do cemitério de Marialva, no norte do Paraná.

O espaço é pequeno: menos de 3m³. O pedreiro faz das roupas um colchão, tem um cobertor e um varal improvisado dentro do mausoléu.

“Melhor do que morar no meio da rua, em qualquer lugar da cidade. Não é a minha casa, mas eu queria ter um lar bem legal”, disse.

Edson garante que tem não tem medo de viver ali, nem durante a noite. "Cisma dá. Mas só que depois que está dormindo, esquece. De manhã levanta, dá uma olhada pra tudo aí e está do mesmo jeito", conta.

Quem visita o cemitério com frequência já se acostumou com a presença do pedreiro, que começou fazendo revestimento de túmulos e, sem ter onde morar, acabou ficando por lá.

A costureira Antônia Zeferina concorda com a solução encontrada por Edson. “Ninguém deu lugar pra ele morar, então ele mora aqui dentro, né? Pra ele, é a solução que ele achou”, comentou.

O também pedreiro Everaldo Caetano, já sabe onde encontrar o colega. Os dois prestam serviços juntos. “Quem precisar de um pedreiro bom, tá aqui. Azulejista profissional”, garante.

Segundo a Prefeitura de Marialva, responsável pelo cemitério, assistentes sociais estão providenciando os documentos pessoais do pedreiro para inscrevê-lo no programa de habitação do município e ajudá-lo com tratamento de saúde.

Em relação ao túmulo abandonado, a informação é que a família já foi notificada, mas não houve retorno. Assista a reportagem clicando aqui 

Fonte: G1 - PR

Acontece neste sábado, o Arraiá da Escola Elias Abrahão em Turvo


Ladrões fazem sócios de distribuidora de combustíveis reféns e levam R$ 2 milhões


Uma distribuidora de combustíveis de Floraí, noroeste do Paraná, teve mais de R$ 2 milhões roubados em cheques e objetos. Dois homens armados entraram no escritório da empresa, localizada no Centro da cidade, e fizeram três sócios e uma funcionária reféns.

A suspeita da Polícia Civil de Nova Esperança – cidade vizinha – é de que um terceiro integrante do grupo aguardava os ladrões do lado de fora da distribuidora, em um carro flagrado por imagens de câmeras de outros estabelecimentos. O caso aconteceu na manhã de sábado (1º).

Conforme a polícia, os assaltantes levaram cerca de R$ 2 milhões em cheques, além de objetos da empresa e dos funcionários que somam aproximadamente R$ 10 mil. No momento da ação, estavam no local os três sócios da empresa, que são irmãos, e uma funcionária que trabalha como secretária.

“Eles estavam armados com pistolas e de cara limpa. Inclusive mostraram o pente com as balas para vermos que não estavam para brincadeira. Trancaram a gente no banheiro e depois que saíram tivemos que ficar gritando até alguém conseguir arrombar a porta”, contou João Forini, de 67 anos, que é um dos sócios.

De acordo com ele, os cheques eram de clientes, estavam pré-datados e nominais à empresa. “O problema é que não tínhamos o controle de tudo. Nunca imaginei passar por uma situação dessas”, afirmou.

Até a manhã desta segunda-feira (3), cerca R$ 1 milhão em cheques havia sido sustado após o contato com os clientes. Ninguém foi preso. A polícia segue investigando o caso.

Fonte: G1 - PR

Caminhoneiro é preso ao transportar quase meia tonelada de maconha em carreta



Um homem de 44 anos foi preso na madrugada desta segunda-feira (3) em Alto Paraíso, no noroeste do Paraná, ao transportar 466 kg de maconha em um caminhão. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhoneiro estava bêbado.

A PRF informou que o motorista foi abordado na BR-487, por volta da 1h. Os tabletes de maconha foram encontrados em um fundo falso nas laterais da cabine do veículo.

Ainda de acordo com a PRF, o preso disse que pegou a droga em Amambai, no Mato Grosso do Sul, e que levaria a carga até Botucatu, no estado de São Paulo. O homem, o caminhão e a droga foram levados para a delegacia de Xambrê, no noroeste do Paraná.

Fonte: G1 - PR

Ladrões trancam passageiros de ônibus em porta-malas durante assalto em Sengés



Ladrões trancaram dezenas de passageiros no porta-malas de um ônibus de turismo na PR-151, em Sengés, na região dos Campos Gerais do Paraná, na madrugada desta segunda-feira (3).

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o grupo viajava para São Paulo quando um carro começou a perseguir o ônibus.

Então, conforme a polícia, os suspeitos que estavam no carro começaram a atirar, exigindo que o ônibus parasse e, depois, desviasse para uma estrada rural.

De acordo com a PRF, na sequência, 22 passageiros foram forçados a entrar no bagageiro. Os assaltantes fugiram levando cerca de R$ 50 mil em dinheiro.

Uma passageira que ficou para fora do porta-malas conseguiu libertar as demais vítimas depois da fuga dos bandidos. Dois passageiros foram agredidos com tapas, mas nenhum deles precisou ser levado ao hospital.

Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Fonte: G1 - PR

Homem é morto por enforcamento em Guarapuava


Às 23h10min, policiais militares deslocaram até a Rua Almirante Barroso, Vila Carli, onde verificou que se encontrava caído ao chão um homem, o qual apresentava hematomas de enforcamento por corda no pescoço e vários hematomas pelo corpo. Foram identificados no local dois homens (30 e 34), uma mulher (47) e uma adolescente (16), os quais passaram a relatar que na noite anterior a vítima chegou na residência e durante a noite tentou dormir com a adolescente. Um dos homens, ao chegar no local, por volta 21 horas, ficou revoltado com tal situação e saiu na companhia do outro para comprar uma “pinga”. Ao retornarem na residência, quis tomar satisfação com o indivíduo e iniciaram luta corporal entre eles. Que um deles pegou uma corda e amarrou a vítima pelo pescoço e pelas pernas. Após o indivíduo ficar desacordado, os dois homens e a mulher começaram a bater com um pedaço de madeira, chutes e socos na vítima.
A equipe pediu apoio ao SAMU, onde se fez presente, sendo que médico de plantão constatou óbito, sendo acionados o IML e a Criminalística no local. Após perícia, foram conduzidas à 14ª SDP, os envolvidos e a adolescente acompanhada de sua mãe.

Fonte: 16º BPM

Paraná deverá colher 39,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2017


Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura, aponta que a safra 2017, somada a de verão/outono, está estimada em 39,1 milhões de toneladas, cerca de 26,1% superior a obtida na mesma temporada em 2016.

A colheita de feijão segunda safra caminha para o final com repercussão na qualidade devido ao excesso de chuvas no início do mês de junho. A de milho, também segunda safra, está iniciando, devendo intensificar-se com a melhora das condições climáticas dos últimos dias e ao longo do mês de julho.

O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, diz que esse volume de produção da safra paranaense é resultado da integração do setor público e privado, da dedicação dos produtores rurais, da vocação associativista e cooperativista, mais o processo de capacitação constante de técnicos e produtores no meio rural paranaense. “Essa é a única forma de se manter na atividade de forma competitiva e sustentável. É o resultado de muito trabalho e dedicação de todos os envolvidos no setor produtivo agropecuário”, afirmou. 

ÁREA PLANTADA - O diretor-geral do Deral, Francisco Simioni, destaca que não houve incremento de área no Paraná, pois a fronteira agrícola está praticamente esgotada. Contudo, o uso intensivo de tecnologia tem mostrado resultado e os números da safra são visíveis. Segundo ele, este ano estão sendo alcançadas marcas excelentes em qualidade e produtividade. Exceto o feijão da segunda safra, que sofreu com frio no final de abril e muita chuva na primeira quinzena de junho. A partir de agora, os produtores já começam a movimentar-se para o preparo de solo da safra de verão 2017-2018, que não deve ter grandes alterações em relação a 2016-2017, considerando as tendências de mercado das principais commodities, como o milho e a soja. 

Simioni alerta ainda que os produtores precisam fazer uma programação bem calibrada para a próxima safra, considerando que o ritmo de comercialização ainda é lento para soja e milho e em aproximadamente 30 dias inicia a colheita de trigo e cereais de inverno da região oeste e, na sequência, no norte. 

“Até aqui não ocorreram problemas de armazenagem, mas é preciso estar atento com essa logística nas propriedades e nos armazéns, pois a expectativa é de que a produção paranaense alcance 42,8 milhões de toneladas somadas as três safras, primavera/verão, verão/outono e a de inverno”, diz Simioni. 

FEIJÃO SEGUNDA SAFRA - A colheita de feijão da segunda safra já atingiu cerca de 96% dos 237 mil hectares cultivados nesta safra e o restante deverá ser concluído nos próximos dias. De acordo com Methódio Groxko, economista e responsável técnico e conjuntural da cultura, a produção está estimada em 355 mil toneladas, o que significa uma redução de 19%, em função do excesso de chuva durante o período de colheita.

A geada no final de abril e as chuvas causaram perdas no volume de produção e principalmente na qualidade do produto. Em função da baixa qualidade, a comercialização está mais lenta, tendo atingido apenas 70%, contra 95% no mesmo período do ano passado.

Em relação aos preços, os produtores estão recebendo R$159,00 por saca de 60 kg para o feijão de cor, e R$ 133,00 pela mesma quantidade de feijão preto. Esses preços significam uma redução de 58% para o feijão de cor e 31% para o feijão preto, comparativamente ao mês de junho de 2016, afirmou Grosko.

MILHO - A colheita da segunda safra de milho iniciou-se de forma intensiva na última semana de junho. Devido ao atraso no plantio em decorrência de fatores climáticos, a colheita será também tardia. Nesta semana a colheita é estimada em 4% de uma área total de 2,4 milhões de hectares, informou o técnico do Deral, Edmar Gervásio. 

A produtividade esperada é superior a 5.700 quilos por hectare, que pode resultar no final da safra uma produção total superior a 13,8 milhões de toneladas.

Para o cenário brasileiro espera-se uma produção total superior a 93 milhões de toneladas, e isto fatalmente pressiona os preços do milho, destacou Gervásio. No Paraná a saca de 60 quilos está sendo negociada entre R$ 19,00 e R$ 21,00, no mesmo período do ano passado o milho era negociado a valores superiores a R$ 38,00.

A alta disponibilidade de milho no mercado interno pode propiciar um aumento significativo nas exportações e o Paraná poderá atingir mais de 4 milhões de toneladas exportadas neste ano. A segunda safra de milho ainda demanda atenção, pois há ainda pelo menos 50% de toda a área suscetível a risco climático e consequentemente uma eventual perda de produtividade, diz Gervásio.

SOJA - A produção de soja no Paraná é de 19,6 milhões de toneladas. Volume 19% superior aos 16,5 milhões de toneladas produzidas na safra 2015/16. O clima favorável foi fator determinante para o resultado positivo, segundo o economista chefe da Divisão de Conjuntura Agropecuária e responsável pela cultura de soja do Deral, Marcelo Garrido. A área cultivada foi de 5,25 milhões de hectares, valor levemente inferior à da safra 2015/16, quando foram semeados cerca de 5,28 milhões de hectares, diz Garrido. 

Com um volume maior, os produtores enfrentam redução nos valores recebidos. Em junho de 2016, o produtor recebeu, em média, cerca de R$ 81,00 por saca de 60 kg. Na última semana, a mesma saca foi comercializada por R$ 58,00, uma redução de 28%. 

O valor menor tem impactado na comercialização. Até o momento foram negociados cerca de 55% do produto, ou 10,8 milhões de toneladas. Na safra passada, neste mesmo período, já haviam sido comercializados 12,5 milhões de toneladas, 75% do volume produzido. “Essa condição está sendo monitorada com mais atenção”, afirmou Garrido.

TRIGO - A projeção de área plantada teve poucas alterações neste último mês, estando avaliada em cerca de 970 mil hectares. Confirmada essa estimativa, a redução de área poderá atingir o percentual de 11% frente a área cultivada na safra 2016. A estimativa é de uma colheita de 3,1 milhões de toneladas.

De acordo com o agrônomo responsável técnico pela cultura de trigo, Carlos Hugo Godinho, os plantios estão evoluindo de forma mais precoce este ano, com percentuais expressivos de plantio em abril e maio, chegando a 71% no dia 31 de maio, 11 pontos acima da média para o período. Atualmente a área de trigo plantada é estimada em 92% do total. Godinho explica que isto se deve à intenção dos produtores de antecipar o plantio e, consequentemente, a colheita do trigo, a fim de realizar os plantios de verão no período ideal. Segundo ele, as condições sanitárias das lavouras estão boas, contudo as previsões de que as chuvas sejam superiores à média neste inverno e início de primavera preocupam, pois podem prejudicar a qualidade do cereal e os trabalhos de colheita.

Fonte: AEN