sábado, 19 de junho de 2021

Turvo registra mais 31 casos de Covid-19

 

Grupo os K@quedo doa R$ 800,00 em compras para Hospital Bom Pastor de Turvo


Os integrantes do Grupo os K@quedo de Turvo, sabendo das necessidades do Hospital Bom Pastor, que está com um grande número de pacientes por conta da pandemia, resolveram arrecadar entre eles um valor para comprar alimentos e material de higiene para o hospital.

O grupo arrecadou R$ 800,00, e neste sábado fizeram uma compra e entregaram para no hospital.

Covid-19: Turvo vacina pessoas acima de 45 anos neste domingo (20)

 






Colheita de mandioca acelera e reduz ociosidade da indústria de fécula e farinha


Os produtores de mandioca no Paraná puderam acelerar os trabalhos de colheita nas últimas semanas, beneficiados pelo clima. Dessa forma, também as indústrias de fécula e de farinha reduziram os níveis de ociosidade. Esse é um dos assuntos analisados no Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, na semana de 12 a 18 de junho.

A presença de maior umidade no solo nas últimas duas semanas no Paraná foi favorável para a colheita de mandioca. Isso foi observado, sobretudo, nas principais regiões produtoras, concentradas nos núcleos de Umuarama (34%), Paranavaí (30%), Campo Mourão (8%) e Toledo (4%). Nessas áreas está também a maioria do parque industrial de fécula e farinha.

Com maior oferta da matéria-prima, as indústrias retomaram com mais força os trabalhos. Durante o longo período de estiagem, a ociosidade ultrapassou 40% no setor de transformação. Agora começou a reduzir, o que é importante para o País, visto que o Paraná é o segundo produtor de raiz e o primeiro processador, responsável por 70% do amido nacional.

A área ocupada com a cultura de mandioca no Estado, na safra de 2020/21, é de 143 mil hectares, com produção estimada em 3,3 milhões de toneladas. Essa projeção significa perda de 4% na área e do mesmo porcentual em relação à produção observada na safra 2019/20, quando foram colhidas 3,5 milhões de toneladas em 148,9 mil hectares.

A mandioca é plantada em todo o Paraná. No Sul, onde a produção é feita em menor escala e com pouca tecnologia, a maior parte se destina ao consumo humano e animal. Na região de Curitiba, o município de Cerro Azul destina praticamente toda a produção para comercialização na Ceasa e nas feiras livres. É chamada de mandioca de mesa e tem preço mais elevado se comparado ao da indústria de transformação.

PECUÁRIA LEITEIRA E AVICULTURA – O documento preparado pelo Deral destaca que a produção leiteira no Estado está pressionada e até limitada devido aos altos custos da alimentação, o que é agravado pela estiagem, que reduziu as pastagens. No entanto, a demanda pelo leite pode apresentar elevação devido a fatores como a recuperação gradativa da economia e o avanço da vacinação contra a Covid-19.

O boletim retrata, ainda, o aumento médio de 5,6% no custo de produção de frango de corte no País em maio. No Paraná, a alimentação das aves teve reajuste de 6,9% comparado a abril. Em relação aos ovos, a produção no primeiro trimestre de 2021 foi 0,3% superior ao mesmo período do ano passado, com 978,25 milhões de dúzias no País. Mas o Paraná teve redução e caiu da segunda para a quarta posição nacional.

BATATA E FRUTAS – O Paraná está com 99% da área total preenchida com o plantio de batata, enquanto 54% já está colhida. A maior parte do que permanece no campo está em boas condições. Apenas 18% das lavouras são consideradas medianas e 1% está em situação ruim.

Sobre as frutas, o boletim registra que o setor tem participação variável entre 1% e 2% no Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense dos últimos anos. A previsão é que, ao se divulgar o valor de 2020, que está estimado em torno de R$ 120 bilhões, as 35 principais frutas cultivadas no Estado representem 1%.

O documento preparado pelos técnicos do Deral analisa, ainda, a situação produtiva dos principais grãos – soja, milho e trigo. Também traz informações da cultura do feijão, que já tem 90% da área colhida com previsão de 309 mil toneladas.



TatraBras apresenta modelos de caminhões que serão fabricados no Paraná



O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta sexta-feira (18) os caminhões Euro 5 e Euro 6, modelos escolhidos para abrir a linha de montagem da TatraBras no Paraná, que prevê iniciar a produção a partir de setembro. Os veículos off-road, na categoria 6X6, foram levados ao Palácio Iguaçu para serem apresentados ao governador e ao vice-governador Darci Piana pelo presidente da empresa, Rui Lemes. A embaixadora da República Tcheca no Brasil, Sandra Lang Linkensederová, acompanhou a demonstração.

A indústria instalada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é a primeira planta da montadora Tatra Trucks fora da República Tcheca, fruto de uma articulação do Governo do Paraná. A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, também participou do encontro.

Beneficiada pelo programa de incentivos fiscais do Estado, a companhia está investindo R$ 102,7 milhões na unidade, com a previsão de gerar cerca de 300 empregos diretos até 2026. Os dois caminhões apresentados pela multinacional vieram do país europeu e devem rodar o Brasil para demonstração ao mercado.

Para o governador Ratinho Junior, o início da produção da companhia tcheca consolida o Paraná como um dos polos automobilísticos da América do Sul. “São veículos de grande porte que vão atender os mercados brasileiro e internacional. É mais um grande investimento do setor automotivo no Estado, que conta com importantes multinacionais como a Caterpillar, New Holland, Volvo, DAF, Renault e Volkswagen”, disse.

Depois do impacto da pandemia na produção, a indústria automobilística paranaense está em plena retomada e cresceu 4.006,9% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro quadrimestre do ano, o crescimento foi de 41% ante os primeiros quatro meses de 2020, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PLANTA PARANAENSE – A negociação para instalar a indústria no Paraná iniciou há cerca de três anos, e o protocolo de intenções com o Governo do Estado foi assinado em setembro de 2020. “Foi um trabalho que exigiu muita diplomacia e contou com a intermediação da Embaixada, porque é a primeira fábrica dessa empresa centenária, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, fora da República Tcheca”, destacou o governador. “É uma conquista que demonstra a capacidade do Paraná como um estado competitivo e com mão de obra capacitada”.

Ex-cônsul honorário da República Tcheca, o vice-governador Darci Piana foi um dos principais articuladores para a atração da empresa. “O Estado foi sempre muito solícito durante o processo e atendeu as expectativas da companhia, que entendeu a importância de expandir sua produção para além da Europa”, disse. “O Paraná e a cidade de Ponta Grossa são beneficiados com a geração de empregos e investimentos essenciais, mas a qualidade e a tecnologia desses veículos também vão atender outros setores estratégicos do Estado”.

A negociação foi bastante célere, afirmou a embaixadora da República Tcheca, porque o Paraná foi receptivo e demonstrou desde o início que reunia as condições de infraestrutura, mão de obra capacitada e um programa de incentivo fiscal atrativo. “Foi uma abertura inédita e em tempo recorde para tirar um projeto desse porte do papel”, explicou Sandra.

“É um grande momento para a indústria tcheca, porque nossa economia é orientada para a exportação e este pode ser o primeiro passo para conquistar novos mercados, não apenas o brasileiro, mas também a América Latina e outros países”, acrescentou. “E para o Paraná também é um processo interessante, porque não é apenas uma fábrica e novos modelos de caminhões que vêm para o Estado, mas são empregos, novas tecnologias e outros potenciais investimentos”.



PRODUÇÃO – A previsão é iniciar a produção no último trimestre do ano pelo sistema CKD, no qual as peças são trazidas de fora e só a montagem é feita no Paraná. Mas o investimento no Estado deve contemplar todas as etapas de fabricação, a partir de partes, motores, componentes e acessórios fabricados ou fornecidos por empresas brasileiras, especialmente paranaenses. A linha de montagem iniciaria no começo de 2021, mas a pandemia acabou atrasando o processo.

No início, a expectativa é fabricar cerca de 100 veículos no ano, mas a planta de Ponta Grossa tem capacidade para produzir de 800 a 1.000 veículos anualmente. Além dos modelos 6X6, também está prevista a montagem de caminhões 8X8, todos eles voltados para os setores de mineração, produção florestal e sucroalcooleiro, e de veículos pesados para as áreas militares e de defesa.

A produção atenderá os mercados brasileiro, sul-americano e a África, e a expectativa de volume de negócios deve ultrapassar R$ 500 milhões nos próximos anos. “Existe uma demanda grande pelos modelos off-road no Brasil, que não circulam nas estradas e são utilizados por aqueles setores que exigem veículos de alta tração, como a área florestal, de mineração e sucroalcooleira”, explicou o presidente da TatraBras, Rui Lemes.

“A suspensão desses caminhões é totalmente diferente de qualquer outro modelo fabricado no Brasil, e atende a uma necessidade do mercado nacional. São modelos totalmente diferenciados”, disse Lemes.

TATRA – A montadora automotiva é uma das fábricas de caminhões mais antigas do mundo, com 170 anos de história. Ela é conhecida pelos veículos de alta tecnologia, caminhões para a indústria bélica e sobreviveu a duas grandes guerras mundiais no século passado e às grandes transformações da República Tcheca, antigo Império Austro-Húngaro e Tchecoslováquia.
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