domingo, 5 de março de 2017

Garoto de 8 anos morre baleado em Ivaiporã


Um menino de 8 anos de idade levou um tiro e morreu, no início da tarde deste domingo, dia 5 de março, nas margens do Córrego Pindauvinha, na Vila João XXIII, no município de Ivaiporã.
Ele tinha ido às margens do rio acompanhado por Lucas Ramos, 19 anos, que é amigo da família. Lucas contou ao Paraná Centro que era rotineiro o convite para ambos irem até o local pescar, algo que segundo ele, o garoto gostava muito de fazer.

No momento que estavam no local, próximo à ponte do Lago das Flores, João Nivaldo dos Reis, vulgo João Cascão, viu Lucas. No ano passado, os dois adultos tiveram uma briga e desde então existe uma rixa entre eles. “Ele jogou um copo de cerveja na minha direção, eu fiquei quieto, mas ele continuou me encarando, nesse momento eu percebi que ele colocou a mão na cintura para sacar o revólver, eu empurrei o André no meio de uma moita e saí correndo. Apenas quando cheguei em casa é que pediram para eu voltar ao rio, pois o André não tinha voltado”, afirmou Lucas Ramos.

Quando virou as costas e fugiu, Ramos não percebeu que João dos Reis efetuou dois disparos com uma arma calibre 38. Um dos tiros atingiu o ombro do garoto, que não resistiu e morreu na hora. “Acho que ele não viu o menino e achou que eu tinha me jogado na moita”, lamentou Lucas Ramos.

A Polícia Militar de Ivaiporã realizou várias diligências pela região e o policial militar Fábio Rubim, que estava de folga, localizou o autor do disparo, que passava pela Rua Visconde do Rio Branco. Ele foi detido e encaminhado à delegacia de Polícia de Ivaiporã.

Ao delegado Gustavo Dante da Silva, Reis confessou ter atirado duas vezes contra Lucas Ramos, mas não imaginava que teria acertado o garoto de 8 anos. Ele disse que o motivo dos disparos foi uma rixa entre ele e Lucas Ramos. No final do ano passado, eles tiveram uma briga. Reis teria afirmado ao delegado que Lucas continuava ameaçando-o e que duas pessoas o teriam espancado na ocasião.
Ao Paraná Centro, Lucas Ramos confirmou a briga, mas disse que brigou sozinho com João Cascão e negou as ameaças. “A briga, na ocasião, aconteceu porque ele me xingou”, disse.

Sobre o paradeiro do revólver, o suspeito do homicídio disse que jogou dentro do Lago das Flores e até o fechamento da edição, a arma do crime não havia sido localizada.

O corpo de menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e após o laudo foi liberado para a família da vítima. A Polícia Civil de Ivaiporã deve abrir inquérito e indiciar João dos Reis pelo crime de homicídio. 



Fonte e fotos: Jornal Paraná Centro




Faleceu em Ivaiporã o indígena que era passageiro da ambulância de Cândido de Abreu

O acidente aconteceu entre Manoel Ribas e Ivaiporã.


O Hospital e Maternidade, de Ivaiporã, confirmou no início da noite desse sábado, 04 de março, que faleceu internado na unidade de saúde, o indígena Antônio My Fu May Brasílio, de 84 anos, morador de Cândido de Abreu, vítima de acidente. O corpo foi levado para o IML e em seguida liberado para velório e sepultamento. SOBRE O ACIDENTE- Conforme noticiado, na tarde chuvosa do dia 01 de março, uma ambulância de Cândido de Abreu capotou na Rodovia PR 466, entre Manoel Ribas e Ivaiporã, próximo ao local conhecido como "Canjarana". O veículo Renault modelo Master com placas AMV-2539 (Cândido de Abreu), pertence a prefeitura daquele município, e era dirigido por Jacir Daniel Mazurock, de 46 anos, que sofreu apenas escoriações. As demais vítimas eram os pacientes que recebiam transporte de um Hospital de Ivaiporã para a cidade de origem: Antônio My Fu May Brasílio, de 84 anos, e a acompanhante Orlanda Brasílio, de 33 anos. Antônio se feriu gravemente e Orlanda foi socorrida com ferimentos médios. As causas do acidente pode ter sido o tempo chuvoso. Além dos socorristas da Defesa Civil, de Manoel Ribas, a Polícia Rodoviária de Pitanga, também foi acionada.

Campanha tenta juntar R$ 1 milhão para tratar menino doente do Paraná


Alana Fonseca/G1 PR


Logo nos primeiros meses de vida, Arthur Tetto Lader foi diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME) tipo I, doença sem cura. A família de Curitiba faz uma campanha na internet tentando arrecadar o R$ 1 milhão necessário para que o menino, de um ano e nove meses, faça um tratamento na Itália.

A AME I é uma doença genética degenerativa. Entre as consequências da patologia, estão: a dificuldade de deglutição e de sucção; as pernas mais fracas do que os braços; o aumento da suscetibilidade a infecções respiratórias; e o acúmulo de secreções nos pulmões e garganta. Em Arthur, o diagnóstico veio porque ele não conseguia mexer as pernas.

Os cantores Rogério Flausino, da banda Jota Quest, e Ana Vilela, além do lutador Anderson Silva, já aderiram à mobilização. Até este sábado (4), a família já tinha arrecadado R$ 120 mil. O valor total deve ser arrecadado até o fim de março para a viagem que dura um ano.

"Estamos lutando. A doença é degenerativa, não para. Precisamos correr contra o tempo e lutar contra essa doença cruel e silenciosa", conta a mãe Rafaela França Tetto Lader, de 35 anos, que abandonou o trabalho como publicitária para cuidar em tempo integral do filho.

Ela explica que, na Europa, o tratamento com Spinraza (Nusinersen) ainda está em estudo: são seis aplicações na medula no primeiro ano e mais três nos anos seguintes. Nos Estados Unidos, o mesmo medicamento foi aprovado no ano passado.

Rafaela diz que até tentou inscrever o filho para fazer tratamento nos Estados Unidos, mas não conseguiu porque havia muitas restrições. "Não aceitavam prematuros e nem bebês com mais de oito meses", lembra.

Mesmo aprovado nos EUA, o custo do Spinraza (Nusinersen), segundo a mãe, seria inviável. "É vendido a US$ 750 mil dólares para as seis doses do primeiro ano. Para o resto da vida, são mais três aplicações por ano no valor de US$ 350 mil", conta. A mãe afirma que lamenta muito o custo, afinal, essa doença é uma das que mais mata crianças em todo o mundo.

Rafaela explica, ainda, que a medicação não é a cura, porém o remédio pode ajudar o seu filho a voltar a respirar sem aparelhos, a movimentar braços e pernas, a se alimentar pela boca, a firmar cabeça e tronco, e, talvez até a andar.

"A maioria das crianças com AME I não chega a completar um ano porque morrem antes do diagnóstico. É a chance do meu filho, de salvar a vida do nosso guerreiro", acredita. Mesmo Rafaela tendo cidadania italiana, foi difícil conseguir a oportunidade no exterior.

"Depois de meses insistindo, implorando, responderam que a gente podia ir. Era para irmos no começo deste mês. Porém, sem todo o dinheiro e com a documentação incompleta, não conseguimos", relata. Então, o prazo teve que ser estendido.

Agora, a primeira aplicação do remédio em Arthur está marcada para 29 de abril. No entanto, a família deve estar no país antes para que possa se organizar. Os pais ainda precisam do valor até o fim de março para comprar as próprias passagens, a do o filho e a da fisioterapeuta da criança.



Além das passagens, o R$ 1 milhão que a família espera arrecadar é para para pagar ainda: o hospital, os mateirais hospitalares, os equipamento de sobrevida, a moradia, a alimentação, o transporte adaptado, as medicações diária do Arthur, os profissionais das terapias, os médicos especializados e outros gastos.

Além da mobillização virtural, empresas de Curitiba e de todo o país têm sido solidárias com a campanha. Uma empresária, por exemplo, deicidiu destinar todo o dinheiro das vendas de temperos para o tratamento do Arthur. Outra empresa optou por repassar 10% de todas as dedetizações de março para o menino. Ainda há venda de doces ou de joias, sem contar as rifas e bingos, para colaborar.

"No Brasil, só tem tratamento para melhorar a qualidade de vida. O Spinraza (Nusinersen) é a esperança que a gente tem porque é praticamente a cura. O remédio estabiliza a doença e muitas habilidades perdidas são recuperadas", explica.

Para Rafaela, todo o esforço que vem sendo feito é para ajudar não só o filho, mas também outras crianças doentes. "Conversei com mães de todos os lugares do mundo. E a situação é muito. Em um dos países, logo que é diagnostrica a AME I, os hospitais entregam cartinhas aos pais dizendo 'Sentimos muito, voltem para a casa porque não tem solução'", relata.

O G1 entrou em contato com a Associação Brasileira de Médicos (ABM) para saber qual é a opinião oficial dos médicos brasileiros a respeito do tratamento e aguarda um retorno sobre o assunto.

Serviço
Para saber como ajudar na campanha, basta acessar a página Juntos pelo Arthur - AME tipo I, no Facebook.

Fonte: G1 - PR