sexta-feira, 27 de março de 2020

PRF acolhe mecânico que distribuía marmitas a caminhoneiros à beira de rodovia no Paraná

Em meio à pandemia do novo coronavírus, policiais rodoviários federais se depararam com mais um gesto de solidariedade, em Mandaguari (PR)

VÍDEO:


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ajudou um mecânico a distribuir comida e água mineral a caminhoneiros nesta sexta-feira (27) em Mandaguari, na região norte do Paraná.

No final da manhã, uma equipe da PRF recebeu a informação de que um homem distribuía marmitas a caminhoneiros, no trevo da rodovia estadual PR-444 com a BR-376, onde correria o risco de ser atropelado.

Ao chegar no local, a equipe da PRF percebeu que a iniciativa de fato representava risco de acidentes. O ponto onde o mecânico estava não é propício para a realização de abordagens e parada de veículos.

Os policiais o convidaram então para concluir a entrega da comida em frente à unidade operacional da PRF, localizada a cerca de três quilômetros de distância. Ele imediatamente aceitou e foi levado até o posto policial, onde concluiu a distribuição, tanto das marmitas quanto das garrafas de água mineral.

As dezenas de kits foram produzidas pela própria família do mecânico, que tem 53 anos de idade e mora em Mandaguari. “Acho que todo mundo tem que se unir e ajudar os caminhoneiros, que tanto esforço fazem para ajudar as nossas vidas. É isso o que estou fazendo”, disse Daneves Martins.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, decretada no último dia 11 de março pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a família do mecânico não foi a única a fazer gestos desse tipo.

Na última quarta-feira (25), uma outra família de Bandeirantes (PR), também na região norte do estado, distribuiu cerca de 100 refeições para caminhoneiros, com o apoio da PRF, que orientou o trânsito no local.

Para acessar a lista de pontos de apoio, restaurantes, postos de combustíveis e borracharias que seguem abertos nas rodovias federais e estaduais do Paraná, clique aqui.

Saiba mais sobre as ações da PRF durante a pandemia da Covid-19 em www.prf.gov.br/agencia/coronavirus.


Fonte: Agência PRF

Governo entrega mais 118 viaturas para as forças de segurança


A estrutura da segurança pública do Paraná ganhou mais 118 viaturas, entre vans, micro-ônibus, carros de passeio e SUV’s. São 100 veículos para reforçar em todo o Estado a frota da Polícia Militar e 18 para o Corpo de Bombeiros. A estrutura, contudo, será usada neste momento para ampliar as ações de controle da circulação do coronavírus no Paraná.

A entrega das chaves foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, nesta sexta-feira (27), na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais. O investimento por parte do Estado é de R$ 11 milhões, com recursos do Fundo de Reequipamento do Trânsito (Funrestran) e do Programa Paraná Seguro-BID.

“É um planejamento do Governo do Estado que vem desde o ano passado e agora nos permite reforçar equipamentos na área de segurança pública. Estamos antecipando investimentos para enfrentar essa pandemia do coronavírus”, afirmou o governador. Ele destacou a importância da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no apoio à Secretaria da Saúde no combate à Covid-19. “São essenciais”, disse.

Ratinho Junior lembrou, ainda, que a renovação da frota é um compromisso do Estado, com reflexo imediato na diminuição dos índices de criminalidade. “Com aparelhos modernos, a Polícia Militar tem condições de ser mais eficiente, além de proporcionar mais conforto para os policiais e bombeiros que atuam na vigilância das cidades”, ressaltou.

PLANEJAMENTO – Secretário da Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares reforçou que a ação evidencia o planejamento de longo prazo por parte da área policial. “Percebemos o cenário da necessidade de novas ferramentas no ano passado. Agora, por coincidência, podemos colaborar ainda mais com a estrutura da Saúde e da Defesa Civil neste momento de pandemia”, comentou.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, os 118 novos veículos vão significar vidas salvas no Paraná. “Na normalidade nós planejamos e na crise nós executamos. Seja no combate à pandemia ou no dia a dia da polícia, vidas serão preservadas”, ressaltou.

BOMBEIROS – De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Samuel Prestes, a frota nova seria usada normalmente para ajudar no trabalho técnico de prevenção a incêndios. Porém, reforçou ele, serão deslocadas integralmente para o apoio à força-tarefa do Covid-19 no Estado. “Esses carros ficam à disposição para colaborar com a Defesa Civil, seja para transportar equipamentos ou militares que por ventura venham a contrair o vírus”, afirmou.

PACOTE -

Esse foi a segunda grande entrega de novas viaturas para as forças de segurança pública apenas neste mês. No dia 18, o governador Ratinho Junior entregou 200 veículos para a Polícia Militar (75 e Corpo de Bombeiros (50) e também a Polícia Civil (75).

As entregas são parte de um amplo pacote de novos veículos para a renovação da frota estadual e tem como objetivos combater a violência e agilizar os serviços administrativos.

Nota Oficial sobre o Coronavírus em Turvo


O Município de Turvo informa que a partir do dia 06 de abril, emitirá novo Decreto Municipal definindo novas regras para o funcionamento de estabelecimentos comerciais e de conduta no município, relativo a prevenção da contaminação do COVID 19, acompanhando as orientações do Estado do Paraná. Portanto até esta data mantemos inalterantes todas as medidas já decretadas.

Reforçamos ainda, a necessidade de que cada indivíduo permaneça alerta e vigilante, realizando todos os protocolos de saúde e se submetendo aos procedimentos de higiene á garantir a segurança dos nossos munícipes neste momento de tensão.

Prefeitura Municipal de Turvo.


Boletim coronavírus: Paraná registra dois óbitos pela doença


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou dois óbitos por coronavírus nesta sexta-feira (27) em Maringá. Os exames foram realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) nesta tarde.

Os óbitos referem-se a um homem de 84 anos que apresentou os primeiros sintomas no dia 15/03 e foi internado em um hospital da rede privada de Maringá. A filha dele havia viajado para a Espanha e retornou ao Brasil já doente, sendo confirmada para coronavírus no dia 18/03 com quadro clínico leve e em isolamento domiciliar até o momento. Devido ao contato com este caso confirmado, o paciente passou a ser considerado como caso suspeito e veio a óbito nesta quinta-feira (26). Já o segundo, é uma mulher, 54 anos que viajou para João Pessoa na Paraíba, passou por São Paulo e retornou ao Estado no dia 11/03. Iniciou os sintomas em 14/03 e internou em rede particular de Sarandi no dia 20/03. A paciente veio a óbito nesta quarta-feira (25). Ambos possuíam comorbidades.

NOVOS CASOS - O novo boletim aponta 19 novos casos confirmados, incluindo os dois óbitos. As novas confirmações são em Cascavel (3), Cianorte (1), Guarapuava (1), Curitiba (5), Maringá (4), Iretama (1), Campo Mourão (1), Umuarama (1), Guaíra (1) e União da Vitória (1). Os pacientes têm idades entre 22 e 84 anos. Nove pacientes estão em isolamento hospitalar, seis em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Ao todo o Paraná tem agora 125 casos confirmados – quatro não residem no Estado -, 2.004 descartados e 1.078 em investigação.

NOVA METODOLOGIA – O Paraná adotou nesta sexta-feira (27) um sistema ligado ao Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) para contabilidade de dados de todas as notificações que foram recolhidas amostras a fim de precisar os números o mais próximo possível da realidade de suspeitos no Estado.

Governador anuncia pacote de R$ 1 bilhão para preservar os empregos


O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (27) um conjunto de ações que somam R$ 1 bilhão para estimular a atividade econômica e preservar emprego e renda dos paranaenses. O valor está distribuído entre linhas de crédito para o setor produtivo e pequenos empreendedores, dilação de prazos de financiamentos das prefeituras e de impostos para empresas, e contingenciamento de recursos do orçamento.

As medidas foram discutidas com o setor empresarial ao longo da semana e têm como objetivo primordial a manutenção dos postos de trabalho. “Nosso pacote é de proteção e manutenção dos empregos. Ele foi construído para atender autônomos, e de micro até as grandes empresas”, ressaltou o governador. “Os tomadores dos créditos terão o compromisso de manter seus trabalhadores”.

Ratinho Junior explicou que o governo estadual estruturou esta primeira etapa de medidas e que outras podem ser adotadas em caso de necessidade. “Queremos o menor prejuízo possível e atingir o máximo de pessoas nos próximos 30, 60 ou 90”, disse. “Estamos vivendo uma crise de saúde pública que atingiu a economia de todo o mundo. No Paraná, é a pior desde 1975, desde a geada negra”.

O governador ressalta que o Estado está atento aos problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus. “O momento é muito duro, as empresas estão sofrendo, os autônomos estão com muitas dificuldades. Por isso formatamos esse grande pacote de investimentos para a classe empresarial, para ajudar todos os setores nesse momento”, acrescentou.

CRÉDITO - A maior parte do pacote envolve disponibilidade de crédito. São linhas com juros menores, carências de até um ano e desburocratização dos processos. A operacionalização envolve o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Fomento Paraná. As instituições formataram programas emergenciais para destinar recursos aos micro, pequenos e médios empreendedores; aos setores mais atingidos pela crise; e empresas que já são clientes.

O Governo do Estado também aportou R$ 5 milhões em um fundo garantidor para os financiamentos, renovou por doze meses as condições das empresas que recebem incentivos fiscais, prorrogou por 90 dias o prazo de pagamento do ICMS para 277 mil empresas do Simples Nacional e anunciou um projeto de lei para manter empregos nas empresas que mantêm contratos com a administração estadual.

Além de injetar dinheiro novo na atividade produtiva, o Governo do Paraná estima manter em circulação até R$ 6 bilhões ao abrir a possibilidade da suspensão da cobrança de dívidas de tomadores de crédito (públicos e privados) junto aos agentes econômicos vinculados ao Estado.

Confira as medidas

Prorrogação do prazo para pagamento do ICMS

O Governo do Estado prorrogou o pagamento da alíquota do ICMS embutida no regime do Simples Nacional por 90 dias para 277 mil empresas. Esse é um regime tributário diferenciado e simplificado aplicável a microempresas (ME) e pequenas empresas (EPP - Empresas de Pequeno Porte) que têm receita bruta anual de até R$ 360 mil (micro) e até R$ 4,8 milhões para as EPP.

Renovação do prazo do programa de incentivos fiscais por doze meses

O Governo do Estado renovou automaticamente as condições do programa de incentivos fiscais por doze meses. São benefícios já aplicados a 12 setores, entre eles vestuário e vinhos. O prazo acabaria no dia 30 de abril. Esses benefícios atingem dois tratamentos tributários diferenciados, de redução de base de cálculo e créditos presumidos.

Aporte de R$ 5 milhões em garantias

O Governo do Estado aportou R$ 5 milhões no fundo garantidor formado por seis Sociedades Garantidoras de Crédito (SGCs), que recebem recursos do Sebrae, prefeituras, associações comerciais, empresas parceiras e do próprio Poder Executivo. O Sebrae aportou R$ 5 milhões e o Sicoob mais R$ 5 milhões, ou seja, são R$ 15 milhões a mais. Com o saldo atual, serão R$ 54 milhões de garantia.

Fomento Paraná

A estimativa da Fomento Paraná é empregar em torno de R$ 480 milhões no pacote econômico anunciado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Os recursos estão divididos em quatro grandes linhas principais e objetivam atingir pelo menos 40 mil empresas. “O intuito é não tirar dinheiro de circulação dos municípios e das empresas, por isso dos adiamentos da amortização dos atuais financiamentos. E também temos dinheiro novo. Estamos acompanhando as decisões do governo federal para ajudar os paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da instituição, Heraldo Neves.

Uma das principais medidas é uma linha de crédito de capital de giro de R$ 120 milhões com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para atender empreendedores informais, microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, com limite de até R$ 6 mil por tomador, em condições facilitadas de análise e de garantias, sem necessidade de aval de terceiros. Os recursos também custearão a postergação de parcelas de financiamentos privados e públicos já contratados, e ainda a redução (equalização) de taxas de juros em empréstimos das outras linhas.

A Fomento Paraná usará recursos do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE) para reduzir em cinco pontos percentuais ao ano a taxa de juros da linha tradicional de microcrédito da instituição, que vai até R$ 10 mil para empreendedores pessoa física e até R$ 20 mil para pessoa jurídica. Com isso, a menor taxa de juros, que é de 1,28% ao mês, deve baixar para 0,91% ao mês. O prazo para pagamento nessa linha aumentou de 36 meses para 48 meses, com carência ampliada para até 12 meses (incluída no prazo total).

Empreendedores que iniciaram uma atividade informal até 31 de dezembro de 2019 poderão ter acesso a até R$ 1,5 mil. Quem já abriu um CNPJ e se formalizou, mas está há menos de um ano no mercado, terá acesso a um limite de R$ 3 mil. Empreendedores formalizado há mais de 12 meses, como microempreendedores individuais, micro ou pequena empresa, terão acesso a um limite de R$ 6 mil. Para as três faixas a taxa de juros será de 0,41% ao mês e o prazo para pagamento será de 36 meses, com direito a 12 meses de carência. Os recursos serão liberados em até três parcelas.

Outra linha, de R$ 160 milhões, disponibilizará capital de giro entre R$ 6 mil e o limite de R$ 200 mil para micro e pequenas empresas (faturamento anual até R$ 4,8 milhões), por meio de uma linha de crédito tradicional, com recursos repassados pelo BNDES. Nesse caso, a taxa de juros disponível será a partir de 0,68% ao mês e o prazo para pagamento de 60 meses, incluindo uma carência de até 12 meses. A liberação dos recursos será vinculada a um compromisso das empresas com a manutenção de salários.

Os atuais clientes da instituição financeira que desejarem também poderão solicitar a postergação de pagamento das parcelas de financiamento por um período de até 90 dias. A análise e aprovação dessa renegociação será feita caso a caso, com condições especiais de taxas de juros. A estimativa do banco é aportar R$ 36 milhões nesse segmento.

Também será oferecido aos municípios que possuem financiamentos com a Fomento Paraná uma possibilidade de moratória de 180 dias sem pagamento de juros ou de amortização do principal. Essa medida tem um impacto estimado de R$ 148 milhões. Cada município deverá analisar a vantagem ou não de suspender os pagamentos nesse prazo. 

E para o Banco da Mulher Paranaense há algumas mudanças. Toda empreendedora poderá tomar o crédito até o limite de R$ 6 mil da nova linha com recursos do FDE, formal ou informal, dentro das condições de taxa de juros de 0,41% ao mês, com prazo de 36 meses e carência para pagar. Acima desse valor, continuam valendo os recursos da Fomento Paraná: de R$ 6 mil a R$ 10 mil para pessoa física e de R$ 10 mil a R$ 20 mil para pessoa jurídica com mais de 12 meses de atividade, com taxa de 0,76% ao mês, com até 12 meses de carência e prazo total de 48 meses para pagar. Para micro e pequenas empresas que tenham mulheres como proprietárias ou sócias, há crédito acima de R$ 20 mil - até R$ 200 mil - com taxas a partir de 0,44% ao mês e prazo de 60 meses, incluída carência de 12 meses.

BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) formatou um programa emergencial de R$ 670 milhões. Ele inclui R$ 50 milhões da linha de microcrédito repassada para a Fomento Paraná, R$ 100 milhões de recursos próprios e R$ 520 milhões de outros fornecedores de crédito.

O objetivo é financiar micros, pequenas e médias empresas do Estado; os setores mais atingidos pela crise, como turismo, economia criativa, prestação de serviços, alimentação, entre outros; e tomadores que já são clientes.

São R$ 100 milhões de recursos próprios para atender o crédito de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão, com taxa de juros (Selic) de 3% ao ano, prazo máximo de 60 meses e carência de até 24 meses. A exigência é de que o tomador mantenha os postos de trabalho. As linhas são: microcrédito – até R$ 50 mil; micro e pequenas empresas - até R$ 200 mil; e demais empresas - até R$ 1,5 milhão.

Também haverá R$ 520 milhões disponíveis para linhas de capital de giro e para incremento da produção. As condições serão aquelas propostas pelos fornecedores de recursos, em especial a operacionalização das linhas anunciadas pelo BNDES, FUNGETUR, FINEP e outros.

O BRDE ainda postergou prazos (até seis meses) de todos contratos ativos destinados a micro, pequenas e médias empresas que não são do setor rural. Pode envolver reforma ou compra de maquinários em geral, pequenas centrais hidroelétricas, fornecedores de serviços para hotéis ou parques de entretenimento, etc. As linhas equalizadas (PSI e Plano Safra) precisam de portaria do governo federal.

Projeto de lei

O Governo do Estado vai encaminhar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que institui a manutenção dos empregos nas empresas terceirizadas que atendem o poder público.

Contingenciamento

Haverá, ainda, contingenciamento de R$ 321 milhões no Orçamento em virtude da previsão da queda de arrecadação elaborada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Estado destina R$ 2,4 milhões para indígenas e quilombolas


A Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho providenciou junto ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), por causa da pandemia, recursos no valor de R$ 2,4 milhões para auxiliar crianças e adolescentes originários de comunidades indígenas e de famílias de quilombolas.

O recurso, já deliberado e aprovado em reunião ordinária, vai ser destinado à alimentação e itens de higiene a infância para 36 núcleos quilombolas existentes no Paraná e já reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares, que vivem em lugares de difícil acesso. Também vai contemplar os povos indígenas das etnias Guarani, Caingangue e Xetá, que vivem nas 17 aldeias já demarcadas pelo governo federal no Paraná.

“Estamos liberando esse recurso do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) para aplicação em ações que permitam a preservação das necessidades básicas destas crianças, respeitando as características culturais das suas comunidade,” afirmou o secretário Ney Leprevost. 

Para a presidente do Cedca, Angela Mendonça, este é um marco na destinação de recursos. “Pelo processo histórico e condições específicas de pobreza e desigualdade, as crianças e adolescentes de povos tradicionais acabaram vivendo em isolamento geográfico e/ou cultural, tendo pouco acesso às políticas públicas de cunho universal, o que lhes colocou em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, além de serem alvos de discriminação racial, étnica e religiosa’’, disse.

Segundo ela, o Paraná sai na frente como exemplo de cidadania e inclusão, deliberando recursos para a formulação e proposição de estratégias e articulação de políticas públicas e serviços para o atendimento e para a promoção, proteção e defesa dos direitos também destas crianças e dos adolescentes.

Agricultura familiar mantém produção e sustenta programas sociais



A determinação do Governo do Estado de que, mesmo com a situação criada pela pandemia do coronavírus, não apenas está mantida a compra de alimentos da agricultura familiar, como o volume será ampliado com aporte extra de R$ 20 milhões, animou as associações e cooperativas de produtores, que veem nisso a possibilidade de manutenção dos planos para seus negócios.

Serão acrescidas 3 mil famílias de agricultores, totalizando 25 mil produzindo em todo o Paraná. Os alimentos que eram da merenda escolar são entregues nas escolas junto com o Programa Leite das Crianças e kits para famílias vulneráveis.

Como as aulas estão suspensas desde o dia 20 de março, as escolas da rede estadual de Educação do Paraná e servidores de outras secretarias estão mobilizados em uma verdadeira força-tarefa para entrega com alimentos da merenda às famílias dos estudantes inscritos no Bolsa Família e também a alunos em situação de vulnerabilidade social. 

“O Governo do Estado mantém intacta a recepção e a compra dos alimentos da agricultura familiar e, para manter operando aquilo que é essencial à vida, há uma intensificação nessa compra”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Para a presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar de São Jerônimo da Serra (Coafi), Regiane Aparecida Moura, a garantia da continuidade do fornecimento de alimentos significa também uma vida mais digna para os próprios produtores. “Quem mora no sítio e planta tem o que comer, não passa fome, no entanto precisa de dinheiro não apenas para as necessidades do dia a dia, mas para manter o ciclo da produção”, disse.

A Coafi tem cerca de 100 sócios. “Esse momento ímpar pegou de surpresa também a nós, mas estamos nos adaptando à realidade de cada dia”, afirmou a presidente. “Muita coisa a gente consegue superar, até mesmo o coronavírus, agora a fome não tem coisa pior, pois não tem remédio para passar, é só comida. Independente do coronavírus ou não, a agricultura não para, ela continua, é todo dia, é toda hora, cada instante.”

A presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar Matoriquense (Coamar), Lindamir Humeniuk, disse que as 171 famílias sócias estão com os produtos prontos para serem entregues. “Uma interrupção iria gerar muitos prejuízos”, afirmou. “Estamos distante de grandes centros consumidores e os programas sociais são quase os únicos compradores.”

LEITE - Para a Copasol Trentina, em Piraquara, o programa mais importante é Leite das Crianças. Dos 92 sócios, 15 trabalham para o programa. “Até o momento estão sendo feitas as entregas normalmente três vezes por semana”, disse a presidente Maria Clara Jess Garcia. “Para a cooperativa, esse é o melhor programa, pois mantém os produtores na atividade e o laticínio de portas abertas, gerando emprego.”

A Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), com sede em Arapongas, abrange uma vasta extensão no Norte e Centro-Oeste, com mais de 1300 associados em assentamentos da reforma agrária.

“Sabemos da importância de fornecer alimentos e da medida importante que é continuar comprando nossa produção para fornecer cestas básicas às famílias em vulnerabilidade social”, disse o presidente da entidade, Alencar Hermes. “Temos obrigação de produzir alimentos e aqui as pessoas estão em pleno trabalho, nada mudou, as famílias estão intensificando o plantio e o cultivo de comida.”

A Cooperativa dos Cafeicultores de Pirapó (Coocapi), em Apucarana, tem 191 cooperados produzindo café e hortifrútis. “A maioria de nossos cooperados é pequeno agricultor e o programa de governo faz muita conta no bolso desses produtores”, disse o presidente Oswaldo Bueno. “Muitas dessas famílias vivem desses programas de governo e isso é o que está acontecendo.”

Apesar das dificuldades, as 57 famílias da Associação dos Profissionais e Produtores Rurais de Floraí e Região (Proflora) estão produzindo, informa o presidente Joaquim Bera. “Com a assistência dos governos estadual e municipal as compras não pararam, os pagamentos são realizados mensalmente e os agricultores recebem por seus produtos, para sua manutenção e continuidade das atividades”, disse. “E isso tem um alcance social de relevância para os menos favorecidos.”

CERTIFICAÇÃO – Para a Cooperativa Mista de Diversificação da Agricultura Familiar de Rio Azul (Comdaf), com 23 cooperados, busca na certificação de produtos orgânicos uma forma de expandir a comercialização. A entrega para programas sociais é recente. “Poder contribuir para o fornecimento de alimentos saudáveis a pessoas de baixa renda, sobretudo neste momento tão delicado é para nós um impulso para produzir ainda mais e melhor”, disse o presidente da entidade, Heliton Miranda.

A não descontinuidade da entrega de produtos trouxe alívio para a Cooperativa Marialvense dos Fruticultores (Comafrut). “A medida adotada pelo governo de continuar entregando os produtos da agricultura familiar e direcionar para as famílias carentes é um alento”, disse o presidente, Nelson Ricieri. Comafrut representa 172 cooperados.

A Cooperativa dos Agricultores Familiares da Região de Maringá (Coafam), com sede em Mandaguaçu, possui cerca de 160 agricultores associados que comercializam seus produtos diretamente em projetos institucionais. “É de extrema importância para eles a liberação para entregar neste período, pois garante renda e destino aos produtos”, disse a gerente administrativa/financeira da entidade, Gabriela Sartorelli da Silva Margonar.

AGROINDÚSTRIAS - Na Cooperativa Mista Triunfense dos Agricultores e Agricultoras Familiares (Cooftril), de São João do Triunfo, 80 cooperados não pararam de plantar e colher. Também estão em atividade as três agroindústrias e a cozinha comunitária.

“A agricultura familiar sabe de sua importância, foi ela que sempre forneceu alimentos de qualidade para a população brasileira e também nesse momento de pandemia cumpriremos a nossa função”, disse a presidente Silvia Mara Woiciechowski.

Para ela, o que precisa agora é um reforço na infraestrutura e logística, com disponibilização de material de segurança, como máscaras, luvas e álcool em gel para as organizações da agricultura familiar e escolas.

A solução para o escoamento dos produtos é a continuidade dos programas sociais, acredita a Associação União, de Castro, que congrega aproximadamente 150 agricultores familiares.

“Há muitos hortifrútis que estão passando da hora de colher e alguns já se perderam”, disse o presidente Oseias de Oliveira. Para ele, não apenas os produtores podem se beneficiar. “A gente sabe que muitas crianças vão para a escola e não têm alimentação em casa, a principal é feita nos colégios, por isso a preocupação é grande.”

Dois são presos por posse irregular de fogo no interior de Santa Maria do Oeste


No dia 26 de março, às 16h30min, na localidade de São Manoel, Estrada Principal, Sítio Bela Vista, em Santa Maria do Oeste após solicitação de um jovem de 18 anos, o qual relatou que seu irmão de 23 anos, estava na residência de seu tio de 72 anos, alterado, aparentemente embriagado, ameaçando-o de Morte. 

Segundo o solicitante, seu irmão de 23 anos estava de posse de uma Arma de Fogo. Deslocado até o endereço, onde a equipe policial foi abordada pelo solicitante, o qual levou a equipe até a residência onde estavam autor e vítima. 

Identificado o autor e em conversa com o mesmo que a princípio negou os fatos, porém em conversa com o solicitante e a vítima de 72 anos, estes relataram que há tempos o autor vem ameaçando seu tio com uma espingarda. 

O senhor de 72 anos entregou uma Espingarda cal.28 marca Rossi, desmuniciada, sem numeração aparente. Novamente em conversa com o autor, este afirmou que seu tio também possuía uma Espingarda, e o mesmo entregou uma espingarda cal.32, de marca Rossi, desmuniciada e disse ser de herança de seu pai, o qual apresentou o registro sob número 002131887, porém vencido em 2018. 

Diante dos fatos foi dada voz de prisão ao autor de 23 anos e ao senhor de 72 anos, apreendidas as duas espingardas, e encaminhados juntamente com o solicitante até a Delegacia da Policia Civil de Pitanga.

Fonte: PM