quarta-feira, 16 de março de 2016

Fim do embargo do Catar à carne bovina beneficia Paraná.


Mais um país anunciou o fim do embargo à carne bovina brasileira, medida que vai beneficiar o Paraná. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar comunicou ao governo brasileiro o fim da restrição, que durou quatro anos, em virtude de um caso atípico de vaca louca. 

Desde o ano passado, pelo menos 13 países já retiraram embargo à carne brasileira, potencializando os negócios do Paraná. Antes do Catar, países como Irã, Estados Unidos, Arábia Saudita, Israel e Egito retiraram restrições, de acordo com o diretor presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz. “O Líbano deve ser o próximo país a formalizar a retirada do embargo nos próximos dias”, diz Kroetz. “A boa notícia é que se trata de mercados bons, exigentes, que pagam bons preços e que são referência. É o caso da Arábia Saudita, que serve de parâmetro para todo o Oriente Médio e que só compra cortes realizados no abate Halal, que respeita as leis islâmicas”, afirma. 

Com a retomada das exportações, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estima um potencial de vendas, para o Catar, de US$ 10 milhões ou 1,8 mil toneladas ao ano. Em 2011, o país comprou do Brasil U$ 3,77 milhões de carne bovina in natura (ou 576 toneladas). 

O fim do embargo foi decidido depois da avaliação do Comitê do Ministério da Saúde Pública do Catar. Quarenta e nove frigoríficos brasileiros já foram habilitados para exportar para o país árabe. 

IMPACTO - O fim das restrições vem favorecendo as exportações de carne bovina in natura do Paraná. No primeiro bimestre, as vendas externas cresceram 281,7% em relação aos dois primeiros meses de 2015. Os volumes totalizaram US$ 15,9 milhões no período e foram puxados pelo Irã e a China. 

As liberações abrem boas perspectivas para as exportações de carne do Paraná ao longo do ano, principalmente se o câmbio de mantiver favorável, de acordo com Kroetz. As vendas externas tendem a compensar a retração no mercado interno. O Paraná tem o décimo maior rebanho do país, com 9,2 milhões de cabeças, o que representa 4,3% do total do Brasil. “O fim de todos esses embargos atesta a qualidade e a sanidade do rebanho paranaense”, diz. 

PARA OS EUA - Uma grande expectativa do setor é iniciar exportações de carne in natura para os Estados Unidos. Até julho do ano passado, o Brasil só podia enviar carne industrializada para os Estados Unidos, que impunham restrições sanitárias ao gado brasileiro. 

Com isso, a exportação estava concentrada em carne enlatada, destinada principalmente para produção de comida mexicana. Com o fim do embargo, o Paraná poderá exportar carne fresca ou refrigerada, usada principalmente na produção de hambúrger. De acordo com Kroetz, faltam apenas os últimos acertos técnicos de inspeção entre o governo brasileiro e o americano para que as exportações possam deslanchar.

Fonte: www.aen.pr.gov.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário