terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Moradora de Planalto, no Paraná, é contemplada com prêmio de R$ 1 milhão da campanha Poupança Premiada

Sicredi encerra 2025 com sorteio final da campanha, que distribuiu mais de R$ 4,2 milhões ao longo do ano para associados da instituição financeira cooperativa

A 10ª edição da campanha Poupança Premiada encerrou 2025 com a entrega do prêmio máximo de R$ 1 milhão para Rosenilde de Santi, moradora de Planalto (PR) e caixa de um posto de combustíveis. A entrega simbólica aconteceu na última semana e marcou o encerramento de uma edição que mobilizou mais de 1,2 milhão de associados nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, gerando mais de 224 milhões de números da sorte emitidos.

A entrega do cheque simbólico ocorreu no local de trabalho da ganhadora e foi marcada por emoção e surpresa. “Eu nunca imaginava. A gente sempre quer ganhar, qualquer prêmio é bem-vindo, mas um milhão pra gente… eu não imaginava mesmo. As pernas ficaram trêmulas”, relatou Rosenilde. Segundo ela, o momento só fez sentido quando viu o filho e o marido entre as pessoas que acompanhavam a carreata que marcou a entrega do prêmio. “Daí caiu a ficha. Só tenho a agradecer a Deus e ao Sicredi pela oportunidade. Vai mudar muito a nossa vida e vou ter que pensar qual sonho escolher para realizar, são muitos. Mas acredito que parte vou aplicar no Sicredi, porque quem coopera, cresce.”

A gerente da agência Sicredi de Planalto, Eliane Terezinha Grigol Gruhn, destacou o significado da premiação para o município. “É uma satisfação que não tem como descrever em palavras. Essa campanha teve ganhadores ao longo de todo o ano, inclusive na região, e agora o prêmio máximo saiu para Planalto. Essa agência sempre foi pé-quente e vai continuar sendo”, afirmou.

O presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, José César Wunsch, reforçou a relevância da campanha e o simbolismo da premiação para a cooperativa, que celebra 35 anos de fundação em 2025. “Foram sorteios mensais e grandes prêmios de 500 mil e 1 milhão de reais. Para nós, é uma satisfação anunciar que contemplamos associados da nossa cooperativa com os dois maiores prêmios, primeiro na cidade de Capanema e agora em Planalto, municípios pioneiros do cooperativismo”, destacou.

Segundo o presidente, a entrega representa um marco histórico. “Fica registrado na história da Cooperativa. Tenho certeza de que isso fará diferença na vida da Rosenilde, do marido e do filho. A cooperativa estará sempre junto para orientar sobre o melhor investimento, fazendo com que a economia permaneça na região onde é gerada”, completou.

Poupança e prosperidade

A poupança é um dos produtos financeiros mais utilizados pelos brasileiros na busca pela estabilidade financeira. Levantamento de 2025 da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) aponta que cerca de 32 milhões de pessoas aplicam exclusivamente na poupança, em razão da facilidade, da praticidade e da autonomia que o produto oferece. Trata-se de uma solução para quem deseja incorporar à rotina o hábito de investir de forma simples, associado a um objetivo amplamente compartilhado: a prosperidade.

O conceito de prosperidade assume diferentes significados. Para alguns, está relacionado à saúde; para outros, ao sentimento de pertencimento à comunidade. Há, porém, um elemento recorrente: a vida financeira. Estudo realizado pelo Sicredi em parceria com o instituto Datafolha, divulgado no início de dezembro, indica que a dimensão econômica aparece como o principal significado de prosperidade para os brasileiros, com relevância de 39%.

O levantamento também revela o papel do cooperativismo nesse contexto. Entre os entrevistados ligados a cooperativas de crédito, 86% se consideram prósperos — índice que chega a 92% entre associados do Sicredi.

Ainda assim, prosperar financeiramente não é simples para todos. Segundo a pesquisa, 47% da população afirma enfrentar dificuldades para alcançar esse objetivo, reflexo dos desafios do mercado de trabalho e da insegurança na gestão do dinheiro. Nesse cenário, a poupança do Sicredi se apresenta como uma alternativa segura e acessível, ao oferecer apoio e autonomia para que o associado inicie sua jornada financeira com mais tranquilidade.

Benefícios para quem deseja começar a investir

A gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Cássia Zandoná França, destaca o impacto do investimento na vida financeira dos associados. “Ter um planejamento bem definido e metas claras é essencial para alcançar a prosperidade financeira. A poupança surge como uma solução simples para o dia a dia, ajudando a criar o hábito de investir e planejar de forma contínua”, observa.

Entre os principais benefícios do produto estão a isenção de Imposto de Renda e de IOF para pessoa física, a liquidez diária, o valor mínimo de R$ 1 para aplicações — programadas ou manuais — e a possibilidade de abertura de conta de forma 100% digital. Essas características reforçam a acessibilidade, a praticidade e a segurança da poupança como instrumento de organização financeira.


Ciclones, tornados ou furacões: Simepar explica a diferença entre os fenômenos


Após a passagem de três tornados no início de novembro pelo Paraná, ocasionando mortes e prejuízos em 11 municípios, fenômenos de grande impacto como este despertaram a curiosidade da população. Como diferenciar um tornado, de um ciclone, de um furacão? A explicação vem da equipe de meteorologia do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

A principal diferença entre os ciclones e os tornados está no tamanho e no tempo de duração. “Os ciclones são sistemas atmosféricos de baixa pressão, caracterizados por ventos que giram em espiral em torno de um centro. Essa rotação ocorre no sentido horário no Hemisfério Sul, devido à ação da força de Coriolis, que é o efeito da rotação da Terra sobre a movimentação do ar”, conta Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.

Em um ciclone, o ar tende a subir no centro, favorecendo a formação de nuvens e chuva. São fenômenos de grande escala, capazes de alcançar centenas ou até milhares de quilômetros (o tamanho de um estado, por exemplo). Eles podem se formar por diferentes processos: alguns dependem do encontro entre massas de ar quente e frio, enquanto outros surgem em ambientes muito quentes e úmidos, alimentados pela energia liberada durante a formação de nuvens.

“Os ciclones são muito frequentes na América do Sul. Como exemplo, toda frente fria que avança é associada a um ciclone. Eles podem perdurar por vários dias”, ressalta Júlia. Há vários tipos de ciclones, e a classificação depende do comportamento da temperatura com a altitude, e do local de formação.

EXTRATROPICAIS - Os ciclones extratropicais aparecem principalmente em latitudes médias, onde é comum o encontro entre ar quente e ar frio. “Esse contraste cria frentes frias e quentes, que organizam o ciclone e conferem uma estrutura mais alongada e irregular. Esse tipo de ciclone costuma formar sistemas frontais que provocam mudanças no tempo, com chuva e ventos fortes e posterior queda de temperatura”, explica Júlia. Os ciclones extratropicais se formam com maior frequência sobre o oceano, na altura do litoral uruguaio e gaúcho.

SUBTROPICAIS - Já os ciclones subtropicais têm características intermediárias: formam-se sobre o oceano, em áreas de temperatura moderada. “Parte do sistema é mais quente e úmida próxima ao centro, enquanto outra parte recebe influência de ar mais frio em níveis mais altos. O resultado é um ciclone parcialmente simétrico, mas não tão organizado quanto um ciclone tropical”, conta Júlia. Os ciclones subtropicais são pouco frequentes no Sul do Brasil.

TROPICAIS - Também existem os ciclones tropicais. Eles se desenvolvem sobre águas quentes, que fornecem calor e umidade para alimentar tempestades profundas. “Esses sistemas são mais simétricos, com um centro bem definido e um núcleo quente em altitude. Quando alcançam ventos muito fortes, recebem diferentes nomes conforme a região do planeta: furacão no Atlântico Norte e Pacífico Nordeste, tufão no Pacífico Noroeste e ciclone tropical severo em partes do Índico e Pacífico Sul”, informa a meteorologista.

Apesar das variações de nomenclatura, furacões, tufões e ciclones tropicais intensos são essencialmente o mesmo fenômeno, nomeados de acordo com a bacia oceânica onde ocorrem. Devido à condição de temperaturas não costumam se formar sobre o Atlântico Sul, que tem águas mais frias.

Até hoje, o único furacão nesta região foi o Catarina, em março de 2004, que impactou diretamente o litoral norte do Rio Grande do Sul, o litoral sul de Santa Catarina, e causou ventos de mais de 180km/h em superfície no litoral paranaense, de forma constante, por algumas horas.

TORNADOS - Já os tornados, são fenômenos muito menores e extremamente concentrados. Eles geralmente se originam de tempestades severas, especialmente supercélulas, que possuem uma região de rotação interna, denominada de mesociclone.

“O tornado se forma quando essa rotação se intensifica e se estende até o solo. Embora seus ventos possam superar os de um furacão, os tornados têm dimensões muito reduzidas — normalmente centenas de metros a poucos quilômetros — e duram poucos minutos. Seus impactos são altamente localizados, enquanto os ciclones podem afetar regiões inteiras durante vários dias”, ressalta Júlia.

Os tornados são mais propensos a se formar na região Centro-Sul da América do Sul, especialmente no oeste dos estados do Sul do Brasil, o que representa cerca de 70% das ocorrências de tornados no país. “Essa maior propensão está relacionada, em grande parte, ao papel da Cordilheira dos Andes, que atua como uma barreira topográfica canalizando o escoamento de noroeste em níveis médios da atmosfera (por volta de 1.500 metros). Esse escoamento canalizado transporta grande quantidade de umidade da Amazônia e o para o Centro-Sul do continente, favorecendo um acúmulo de umidade sobre a Região Sul do Brasil”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

Além disso, essa região tem a frequente influência da passagem de sistemas frontais, especialmente frentes frias, que introduzem massas de ar com características muito distintas. O encontro entre ar quente e úmido e ar frio aumenta a instabilidade atmosférica e intensifica o contraste térmico.

“Esse contraste contribui para a aceleração dos ventos com a altura, gerando cisalhamento vertical do vento. Esse mecanismo cria rotação horizontal no escoamento do ar. Quando essa rotação é incorporada a uma corrente ascendente intensa — típica de tempestades severas — o tubo de ar em rotação é inclinado e verticalizado, podendo originar a estrutura rotativa característica de tornados associados a supercélulas”, afirma Samuel.

Cinco pessoas morrem em batida entre carro e caminhão na PR-444


Cinco pessoas morreram em uma batida entre um carro e um caminhão, na PR-444, em Arapongas, no norte do Paraná. As vítimas têm entre 23 e 60 anos.

O acidente aconteceu às 23h50 de segunda-feira (22). Entretanto, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o local foi liberado completamente somente às 6h50 desta terça (23).

Segundo o relatório da corporação, carro e caminhão estavam em sentidos opostos da rodovia. No km 17, houve a colisão. Até a última atualização desta reportagem, não há informações sobre a causa e a dinâmica do acidente.

As fotos divulgadas pela PRE mostram que o caminhão capotou e o carro ficou destruído.

Conforme o boletim, não houve sobreviventes. O motorista do carro tinha 23 anos, e dois passageiros, 24 e 60. O quarto ocupante não teve a idade divulgada.

Apenas o motorista, de 29 anos, estava no caminhão. Ele também não resistiu aos ferimentos.

Os nomes das vítimas não foram divulgados.

A PRE informou que o trecho era de reta, pista dupla e com limite de velocidade de 80 km/h.
Fonte: G1 - PR
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