terça-feira, 2 de julho de 2019

Promotoria de Justiça obtém autorização judicial para que mulher doe um de seus rins a pessoa com quem tem vínculo afetivo


A 1ª Promotoria de Justiça de Quedas do Iguaçu, no Oeste paranaense, obteve autorização judicial para que uma mulher possa doar um rim a um homem que não é seu parente, mas com o qual tem vínculo afetivo. O marido da doadora é tio da esposa do receptor.

A legislação em vigor apenas autoriza a doação de órgãos entre vivos (com exceção da medula óssea, cuja doação é livre) para parentes até quarto grau ou mediante autorização judicial. O Ministério Público do Paraná considerou justificável a busca da autorização do Judiciário, tendo em vista o vínculo afetivo entre doadora e receptor.

Desde aproximadamente um ano, o receptor precisa submeter-se a diálise, sendo diagnosticado com insuficiência renal em estágio avançado, com indicação de transplante. Dada a gravidade de seu estado, vários parentes fizeram exames de compatibilidade, e a doadora foi considerada apta para fornecer um rim para o transplante.

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