quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Envolvidos na morte do procurador são condenados após 21 horas de julgamento em Guarapuava



Foi encerrado na noite de terça-feira (05), no Fórum da Comarca de Guarapuava, centro oeste do estado, o julgamento de quatro envolvidos na morte do advogado chopinzinhense, Algacir Teixeira de Lima.

O segundo julgamento do crime que chocou a comunidade de Chopinzinho, iniciou na segunda-feira (04), às 10h40min, onde foi ouvido o delegado que na época que conduziu as investigações, Dr Alexander Meurer. A tarde, após a pausa para o almoço, as 13h30min, foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, além dos réus, Darci Lopes de Aquino, Giovane Baldissera (o Pardal), e os irmãos João Rosa do Nascimento e Jeferson Rosa do Nascimento.

Na terça feira (05), o júri reiniciou às 9 horas onde ocorreram as falas do Ministério Público, da Assistente de Acusação, além dos advogados de defesa dos réus, Dr. Thiago Gabriel Xalão (Giovani); Drs. Miriam Padilha, Geslaine Suzim Leão e Claudemir Torrenti Lima (Darci); Drs. Silvanei Isabel Gomes de Oliveira, Eduardo Nogueira de Morais e Vinícios Sterza (dos irmãos Jeferson e João).

O resultado final do júri foi divulgado pela Juíza de Direito da Vara Criminal de Guarapuava, Drª Helênika Valente de Souza Pinto, sendo a seguinte sentença.

O réu Darci Lopes de Aquino foi condenado ao cumprimento de 16 (dezesseis) anos e 06 (seis) meses de prisão em regime fechado.

O réu Giovanni Baldissera (Pardal) foi condenado ao cumprimento de 20 (vinte) anos de prisão em regime fechado.

O réu Jeferson Rosa do Nascimento foi condenado ao cumprimento de 10 (dez) anos de prisão em regime semiaberto, considerando o tempo que já passou detido, a pena remanescente ficou de 07 anos, 03 meses e 12 dias de prisão.

O réu João Rosa do Nascimento foi condenado ao cumprimento de 15 (quinze) anos de prisão em regime fechado.


Depois de encerrado o júri os condenados foram levados à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Agora resta apenas o julgamento do ex-prefeito de Chopinzinho, Leomar Bolzani, o qual aguarda cumprindo prisão domiciliar.

Nos dias 29 e 30 de junho de 2016, houve o primeiro julgamento do caso, onde os réus Elvi Aparecida Haag Ferreira e seu esposo Nilton Ferreira foram condenados pelo tribunal do júri da comarca de Guarapuava, centro oeste do Paraná. Cada um a 15 anos de reclusão em regime fechado.

Relembre o caso: 

O procurador do município de Chopinzinho, Algacir Teixeira de Lima, 51 anos, foi morto na manhã do dia 16 de março de 2015, uma segunda-feira, quando estacionava o veículo na garagem do prédio onde morava, na área central da cidade.

Alvejado por seis tiros, o executor (acusado Darci Lopes de Aquino), saiu caminhando pela principal avenida da cidade até entrar em um veículo Corsa de cor preta, onde seus companheiros o aguardavam para fuga. O advogado foi atendido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos. As duas filhas do procurador estavam no carro no momento que ocorreu o crime.

A Polícia Civil assumiu o caso na segunda-feira (16), logo após o crime ser registrado no centro da cidade. As investigações começaram através das imagens das câmeras de segurança, e a partir do depoimento de pessoas envolvidas no assassinato, foi descoberto que o crime estava sendo planejado desde dezembro de 2014 e o valor ajustado entre as partes seria R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais) sendo uma parte antecipada e outra depois do crime.

Ao todo sete pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime, Jeferson Rosa do Nascimento, Darci Lopes Aquino (executor), Elvi Aparecida Haag Ferreira (intermediadora), Nilton Ferreira, 47 anos (marido de Elvi), João Rosa do Nascimento, Geovane Baldissera “Pardal”, ex-funcionário da Prefeitura de Chopinzinho e Leomar Bolzani, na época prefeito de Chopinzinho. Geovane e Leomar foram presos como supostos mandantes do crime.

Leomar Bolzani foi preso no dia 22 de março, após o mandado de prisão ter sido decretado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, acusado de ser o mandante da morte do procurador do município. Bolzani chegou a ser levado à Penitenciaria Estadual de Francisco Beltrão, sendo transferido novamente para a 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco no dia 21 de maio.

Depois de sete meses preso, o Tribunal de Justiça do Paraná autorizou Bolzani a responder o processo em liberdade. Para tal benefício, foi necessária a instalação de uma tornozeleira eletrônica. No dia 4 de novembro de 2015, Leomar Bolzani retornou para Chopinzinho onde permanece com a utilização da tornozeleira eletrônica.


Fotos: Edson Zuconelli.

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