quinta-feira, 28 de setembro de 2017

TURVO: POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO, AMEAÇA E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


No dia 28 Set. 17, às 02h00min, a equipe policial de Turvo recebeu informação via fone, onde o solicitante informou que após uma discussão com seu genro (23), este veio a agredi-lo fisicamente, obrigando o solicitante a se defender, vindo a ocasionar vias de fato entre as partes. Informou ainda que após a briga, o autor saiu dizendo que mataria o solicitante e também mataria a sua própria esposa, a qual é filha do solicitante. 
Com a chegada da equipe na Localidade da Cachoeira dos Mendes, em uma Fazenda, foi entrado em contato com o solicitante e sua filha, a qual com medo do autor, teria se evadido da casa e deslocado a pé até a casa dos pais, informou que sua residência fica em uma fazenda e que teria caminhado no mínimo duas horas na mata, para chegar a seu destino. Informações tanto da vítima como do solicitante, davam conta de três armas de fogo que o autor guardava na casa. 
Acompanhado da vítima, a equipe deslocou até a fazenda, lugar de difícil acesso, onde, com a autorização da vítima e residente do local, foi adentrado no interior da residência, não sendo localizado o autor, e durante buscas no local foi localizada uma espingarda, munições de calibre .22 e calibre .12, sendo a segunda já deflagradas, sendo localizado também apetrechos de carregamento da espingarda, como pólvora, chumbos e espoleta. Durante o tempo em que foram efetuadas as buscas, a vítima acabou percebendo que o veículo caminhonete, Ford / F1000, não se encontrava no local, e deduziu-se que ele havia se evadido com tal veículo e que teria levado consigo as outras duas armas que a vítima insistia que até o momento em que antecedeu sua fuga estavam naquele local. 
A equipe, acompanhada da vítima, começou a efetuar patrulhamento em toda a região, e depois de algumas horas, foi recebido informações de populares, relatando que o veículo havia retornado sentido a fazenda. Diante de tal informação, a equipe retornou até a referida fazenda, onde ao adentrar no portão veio a se deparar com o veículo que deslocava sentido contrário, o qual ainda se encontrava dentro da propriedade, e foi abordado, sendo o condutor o autor. Realizadas buscas minuciosas no condutor e no veículo, novamente não foi localizado as armas, quando questionado sobre o assunto, o autor confirmou a existência de tais armas, mas informou que a vítima mentia, pois as armas estavam em poder de sua patroa que reside no estado do Rio Grande do Sul, e que as armas eram de propriedade da fazenda. 
Diante do interesse na representação por parte da vítima pelo crime de violência doméstica, foi dada voz de prisão ao autor. Após isso, foi conseguido contato telefônico com uma das proprietárias da fazenda, a qual confirmou que na casa da fazenda que é utilizada pela família quando deslocam até o local, de fato existem duas armas de fogo, as quais estão incluídas em um processo de inventário que está em andamento, mas que tais armas não ficam à disposição de seu funcionário, e que ele apenas tem a chave da casa, e que ele não tem autorização para pegar as armas, enquanto que a vítima afirma que além da espingarda apreendida, uma espingarda calibre.12 e um revólver calibre.22 de propriedade da fazenda, ficam o tempo todo na residência, e que em vários momentos ele saia da fazenda portando na cinta o revólver calibre .22 e que os patrões costumam ficar longos períodos de tempo sem aparecer no local. 

Durante deslocamento para encaminhar as partes até a delegacia, a equipe foi abordada pela irmã do autor, qual informou que durante a fuga do irmão, observou quando ele retirou do veículo duas armas de fogo e adentrou em uma mata nos fundos da casa de seus pais vindo a escondê-las. Foi deslocado até o local indicado pela testemunha, e após buscas foi localizado próximo ao tronco de uma árvore as duas armas de fogo, sendo uma espingarda calibre .12 e um revólver calibre .22, ambas reconhecidas pela vítima como sendo as armas que ficavam de posse de seu marido em sua residência. Diante dos fatos, foram encaminhadas as partes, juntamente com as armas e objetos, até a 14ª SDP para os procedimentos cabíveis. 
Obs a outra parte optou por não representar contra o autor pelas ameaças. Durante toda ocorrência, o autor insistia em ameaçar sua amasia, dizendo que “ainda acertaria as contas com ela”, “que depois que saísse da cadeia mataria ela e toda sua família”, “Isso não vai ficar assim”. Foi feio o uso de algemas conforme o decreto 8.858/2016.

Fonte: 16º BPM



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