domingo, 30 de abril de 2017

Presos suspeitos pela morte do fiscal que denunciava fraudes de combustíveis



Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na morte do fiscal Fabrízzio Machado da Silva, que presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis. Entre os detidos na operação desencadeada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, está o empresário, dono de quatro postos de gasolina em Curitiba e região metropolitana. Ele é apontado na investigação como o mandante do crime. 

A prisão é temporária e válida por 30 dias, podendo após este prazo ser transformada em preventiva.

A investigação da equipe da DHPP revela que Fabrízzio foi morto por causa da atividade profissional que exercia – a de presidente da associação que combatia a fraude em combustíveis. O fiscal foi morto a tiros pouco depois das 22 h do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. 

As diligências das equipes policiais da DHPP e informações repassadas pelo 0800, de forma anônima, mostraram que o executor chegou até a casa do fiscal depois de receber a foto, o endereço e o carro usado pela vítima. 

Após o crime, começaram a chegar na DHPP, através do 0800, denúncias e informações sobre o caso. Os três responderão pelo crime de homicídio qualificado por emboscada e sem chance de defesa da vítima. Se condenados poderão ficar de 15 até 30 anos presos.

OPERAÇÃO PANE SECA –Dois dias depois da morte de Fabrízzio, o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) deflagrou a “Operação Pane Seca” para prender duas quadrilhas que fraudavam a quantidade de combustível que saia de das bombas dos postos de gasolina – gerando prejuízo aos motoristas e ganhos para as organizações criminosas. 

Entre os presos pelo Diep estava o empresário suspeito, que é dono de postos que praticavam a fraude. Ele ficou preso por cinco dias (prisão temporária) e até então não havia qualquer indício de participação do empresário na morte do fiscal.

A investigação do Diep que resultou na ”Pane Seca” teve início a partir de requisição da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, do Ministério Público do Paraná, a qual recebeu informações da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC), a qual Fabrízzio era presidente, denunciando que alguns postos de combustíveis estariam fraudando a quantidade de combustível no momento do abastecimento.

Para a fraude funcionar integrantes das quadrilhas instalaram dispositivos eletrônicos nas bombas, os quais eram responsáveis por interromper o fluxo de combustível efetivamente expelido, sem que houvesse interrupção na medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

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