segunda-feira, 3 de abril de 2017

Exposição itinerante incentiva doação de órgãos


A exposição itinerante “20 anos da Central de Transplantes” foi aberta nesta segunda-feira (3) na Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba. Estima-se que mais de 100 mil pessoas já passaram pela mostra, que já esteve no Palácio Iguaçu, Museu Oscar Niemeyer, Hospital de Clínicas, PUC-PR, Universidade Positivo e Aeroporto Internacional Afonso Pena. 

O foco principal da exposição é apresentar os resultados obtidos nestes 20 anos de existência da Central, contar histórias de quem já passou por um transplante e de famílias que perderam seus entes queridos e optaram pela doação. 

“Com ajuda de projetos e incentivos do Governo do Estado, o Paraná aumentou em 300% o número de órgãos transplantados. Em 2010, eram feitos menos de 170 transplantes por ano e atualmente esse número passou para 718. Essa é uma história que precisa ser contada”, diz o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. 

De acordo com o secretário, os bons resultados são decorrentes de ações como a organização do transporte aéreo para a otimização do tempo, capacitação de equipes, estruturação de centrais e parcerias com hospitais universitários, públicos, filantrópicos, empresas e mídia. 

Quem também tem papel fundamental no aumento dos transplantes no Paraná é a sociedade. “É muito importante que o núcleo familiar esclareça os processos de doação e discuta o tema, porque quem doa é a família. É ela quem dá a palavra final. Desmistificando a ideia de ‘doar órgãos’, criamos uma mudança de cultura”, diz a diretora da Central Estadual de Transplante, Arlene Badoch. 

TRANSPLANTADOS – Antônio Mormul, de 74 anos, é um dos beneficiados pelos avanços. Em 2000, sofreu um infarto que fez com que seu coração perdesse um terço da capacidade. “Deu para viver mais uns dez anos, mas depois o transplante era a única solução”, conta. 

Mormul, então, entrou na fila e em 12 dias surgiu a oportunidade de se fazer o transplante. “A cirurgia foi muito bem-sucedida. Agora a vida segue normal. Na verdade, está até melhor do que antes, porque eu não sinto tanto cansaço”, comemora. 

Rafael tem três anos e vive com o coração de um doador há um ano. A mãe, Roseneia Maria Ribeiro, conta que quando o menino tinha três meses descobriram que o coração dele tinha problemas. “Foi um choque, ele teve que colocar um cateter e precisamos dar remédios para que o Rafael continuasse vivo”, lembra a mãe. 

Porém, os medicamentos pararam de fazer efeito e foi necessário incluir o garoto na fila de transplante de coração. “Antes da operação ele teve muita febre e ficou 30 dias sem enxergar nada. Era muito difícil. Depois da cirurgia, ele reviveu, tudo que antes o Rafa não fazia, agora faz”, fala Roseneia. 

A mãe é muito grata pelo ato que permitiu uma vida nova ao seu filho e reconhece a importância de abordar o assunto. “Com a exposição, eles podem levar a mensagem da doação de órgãos para muitas pessoas. É bom que as pessoas tenham acesso e se conscientizem. Se possível, também quero ser uma doadora de órgãos”, afirma. 

Caputo Neto ressalta que o diálogo entre os familiares é a forma mais eficiente de demonstrar o desejo de ser um doador. “A doação é um ato de amor e deve ser divulgado. E quando vemos todo o esforço do nosso trabalho refletido na vida de uma criança de três anos, isso nos motiva cada vez mais”, conclui.

Fonte: www.aen.pr.gov.br

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