quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Manual orienta escolas sobre ações do Batalhão da Patrulha Escolar



Está disponível para consulta na página da Secretaria de Estado da Educação manual com orientações gerais às escolas sobre casos que envolvem a atuação da Patrulha Escolar Comunitária. A intenção é facilitar a ação de diretores e padronizar os encaminhamentos relacionados a desentendimentos, eventual presença de drogas e até problemas de saúde dentro do ambiente escolar. O material online já foi encaminhado aos 32 Núcleos Regionais da Educação (NREs) do Paraná. 

O manual é resultado do trabalho conjunto elaborado por técnicos do Departamento de Gestão Educacional e da Ouvidoria da Secretaria e por profissionais do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária. 

A quem recorrer quando um estudante traz substâncias proibidas ao colégio? E se um aluno chegar bêbado? E se ameaçar um colega ou professor? Que encaminhamento dar a cada caso? Como proceder? Quem acionar? O manual traz respostas a essas e a outras questões similares. 

“A ideia surgiu justamente para facilitar e padronizar os atendimentos às ocorrências mais comuns dentro das escolas, para os quais o Batalhão costuma ser acionado. Pensamos o material com um olhar pedagógico e jurídico”, explica a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres. 

“De maneira geral, os pais devem ser avisados sobre qualquer situação que envolva seus filhos. A Polícia pode ser acionada em caso que extrapolem o âmbito pedagógico”, exemplifica a pedagoga Rosângela Bezerra de Melo, chefe do Departamento de Gestão Escolar. 

Ela destaca que a intenção do documento é trazer esclarecimentos e subsidiar as escolas para que possam diferenciar casos de indisciplina de atos infracionais e dar os devidos direcionamentos. “A maior parte dos episódios que ocorrem dentro da escola envolvendo alunos e professores são atos de indisciplina, portanto não necessita da presença da polícia”, comenta Rosângela. 

Os fatos mais corriqueiros estão relacionados com a indisciplina e são resolvidos na escola mesmo. Quando se trata de brigas ou violência, eventual posse ou consumo de drogas, dentro da escola ou no seu entorno, a Patrulha Escolar deve ser acionada. Dependendo do caso, o Batalhão Escolar é acionado, ou não. 

“Normalmente somos chamados em casos de desentendimentos, de desavenças entre alunos ou envolvendo aluno e professor. Nossa atuação é preventiva e buscamos orientar”, diz o tenente-coronel Ronaldo de Abreu, comandante do Batalhão. Segundo ele, 97% do trabalho da unidade é de prevenção, seja por meio de orientações ou palestras. 

O comandante orienta os pais a serem participativos e ficarem sempre atentos às companhias e comportamentos dos filhos. “O tripé escola, família e batalhão funciona melhor com a participação de todos”, destacou. 

O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) é especializado na aplicação do policiamento comunitário escolar para todo o Estado do Paraná.



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